MERCADO FINANCEIRO
Recuo
A falta de notícias especialmente do lado internacional ontem e o recuo das bolsas norte-americanas exerceram uma pressão negativa na Bovespa, mas que foi contrabalançada pelo bom desempenho de Petrobras e Vale e pela recuperação das siderúrgicas. O saldo final desse movimento foi uma ligeira alta de 0,07%, aos 72.657,37 pontos, depois de uma máxima do Ibovespa de +0,37% e uma mínima -0,37%, temperada por um volume de R$ 5,9 bilhões.
Blue chips
Não fossem as duas blue chips, a Bovespa teria ficado totalmente a reboque das bolsas nos EUA, que operavam em baixa às 18h26 ( Dow Jones cedia 0,32% % e o S&P 500 recuava 0,19%) neste primeiro pregão fora do horário de verão. Desde ontem, as bolsas lá abrem mais tarde, às 12h30 (de Brasília), e encerram o expediente às 19h (de Brasília), uma hora depois do fechamento da Bovespa.
Petrobras
Petrobras PN e Vale PNA, em alta de 1,03% e 0,89%, respectivamente, responderam por cerca de 24% do giro total da Bolsa. As ações PNA da mineradora terminaram o dia cotadas a R$ 49,76, após bater máxima intraday de R$ 50,05, próximo do topo do ano, que foi R$ 51,60, atingido no dia 14 de abril.
Resultados
No caso de Petrobras, a proximidade da divulgação do resultado trimestral da petrolífera, na quinta-feira, dia 11, tende a adicionar volatilidade aos papéis. Aliás, esta é a semana mais carregada de resultados corporativos do terceiro trimestre, com 82 companhias apresentando resultados. Além de Petrobras, saem os números da BM&FBovespa hoje, Pão de Açúcar amanhã, Eletrobras, TAM e Gol na sexta-feira, dia 12.
Câmbio
No fechamento, o dólar à vista subiu 1,01%, para R$ 1,6960 no balcão. Na BM&F, o pronto avançou 1,10%, a R$ 1,6977. Com o resultado, a moeda dos EUA no balcão quase devolveu a queda acumulada no mês, que se limita agora a 0,35%. No ano, a perda acumulada está em 2,70%. O giro financeiro total somou cerca de US$ 1,888 bilhão (US$ 1,649 bilhão em D+2).
No mercado futuro às 16h52, o dólar dezembro de 2010 subia 0,92%, a R$ 1,7045, com um volume negociado de US$ 11,036 bilhões, de um total movimentado com quatro vencimentos - todos em alta - de US$ 11,181 bilhões. Nos dois leilões ontem, o BC definiu as taxas de corte em R$ 1,6970 e R$ 1,6980. Às 16h55, o euro caía para US$ 1,3934, de US$ 1,4029 no fim da tarde de sexta-feira. No mesmo horário, o dólar estava em 81,18 ienes, de 81,35 ienes na sexta-feira.
Juros
Ao término da negociação normal, os contratos futuros com vencimento mais próximo sofriam redução de juros. O contrato para março de 2011 projetava taxa de 10,67%, de 10,69% no ajuste de sexta-feira, com volume de 4.400 negócios, ante apenas 405 transações na sessão anterior. O DI julho de 2011 recuava para 10,70%, de 10,74% no ajuste, com volume de 210.755 contratos. A taxa do DI janeiro de 2012 ficou em 11,42%, de 11,47%, com volume de 313.125 contratos.
Vencimentos
Nos vencimentos mais longos as taxas subiram. O DI janeiro de 2013 (169.430 contratos) ficou em 11,92%, de 11,88% na sexta-feira; o DI janeiro de 2014 (55.385 contratos) estava em 11,92%, de 11,82% no último ajuste; e o DI janeiro de 2017 (41.605 contratos) valia 11,86%, de 11,72% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





