MERCADO FINANCEIRO
FED
O day after da decisão do Fed de comprar mais US$ 600 bilhões em títulos do Tesouro norte-americano nos próximos oito meses chamou compras nos mercados de commodities e ações diante da percepção de que o dólar deve continuar se enfraquecendo ainda mais em âmbito mundial, os juros seguirão baixos e a economia norte-americana poderá reagir.
Ibovespa
Aqui, a procura forte pelos papéis das principais produtoras de matérias-primas, como Vale, Petrobras e siderúrgicas, reconduziu o Ibovespa durante parte do pregão aos 73 mil pontos, patamar próximo ao recorde histórico de fechamento registrado em 20 de maio de 2008 (73.516 pontos). Na máxima do pregão, a Bovespa teve valorização de 1,67%, aos 73.103 pontos, mas não conseguiu sustentar essa marca no fechamento. O Ibovespa encerrou a quinta-feira aos 72.995,69 pontos, alta de 1,52%. O volume financeiro atingiu R$ 7,869 bilhões.
Nova York
Em Nova York, as bolsas tiveram ganhos entre 1,5% e 2%, influenciadas também pelo bom desempenho das varejistas, que anunciaram um crescimento de 1,6% das vendas de mesmas lojas, ou lojas abertas há pelo menos um ano, em outubro, em linha com as estimativas dos analistas. As bolsas europeias não ficaram atrás e fecharam com ganhos ao redor de 2%, sendo que na Alemanha e no Reino Unido atingiram máximas de dois anos.
Cobre e ouro
O cobre e o ouro avançaram mais de 3% e a alta do petróleo superou 2%. Com isso, as blue chips brasileiras voltaram a ter um gatilho de curto e médio prazo. Petrobras PN fechou com valorização de 1,85% e a ON escalou 3,07%. No caso de Vale, cuja PNA subiu 2,30% e a ON 2,56%, também contribui para o bom desempenho as expressivas altas das mineradoras nas bolsas da Europa (Antofagasta +5,52%, Kazakhmys +6,79%, Rio Tinto +4,79% e Xstrata +7,05%). Entre as siderúrgicas, Usiminas PNA avançou 4,05% e a ON 3,63%; CSN ON subiu 3,10% e Gerdau PN +1,97%.
Câmbio
Os dois leilões diários do Banco Central para a compra de dólares não estão sendo suficientes para conter a depreciação da moeda, ainda que para alguns profissionais a autoridade monetária esteja adquirindo nesses leilões um volume de recursos acima do fluxo cambial líquido, segundo operadores consultados pela AE. Nas atuações de ontem, o BC fixou as taxas de corte em R$ 1,6807 e R$ 1,6773.
Em queda
Assim, no fechamento, o dólar à vista caiu 1,35%, para R$ 1,6760 no balcão e R$ 1,6773 na BM&F. A cotação no balcão é a mais baixa desde 20 de outubro. O giro financeiro total somou cerca de US$ 2,797 bilhões (US$ 2,101 bilhões em D+2). Em novembro, a moeda no balcão apura baixa de 1,53% e, no ano, -3,84%. No mercado futuro às 16h44, o dólar com vencimento em dezembro de 2010 projetava baixa de 1,06%, a R$ 1,6820. O volume financeiro movimentado com cinco vencimentos negociados na sessão somava cerca de US$ 12,595 bilhões.
Exterior
No exterior, nem mesmo o aumento acima do esperado dos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA na semana até 30 de outubro foi capaz de reduzir a disposição de venda de dólares dos investidores. Na Europa, a manutenção das taxas de juros pelo BCE em 1% e pelo Banco da Inglaterra (BOE) em 0,50% também favoreceu a valorização do euro. Às 16h49, o euro subia a US$ 1,4219, de US$ 1,4122 na tarde de anteontem em Nova York e de uma máxima intraday de US$ 1,4283; e o dólar recuava a 80,63 ienes, de 81,13 ienes anteontem. A libra era cotada a US$ 1,6282 de US$ 1,6095 anteriormente.
Juros
Ao término da negociação normal, o DI janeiro de 2012 ((210.535 contratos) estava em 11,40%, de 11,33% no ajuste de anteontem; o DI janeiro de 2013 (266.385 contratos) ficou em 11,72%, ante 11,64% de anteontem; o DI janeiro de 2014 ( 23.010 contratos) estava em 11,67%, de 11,58% no último ajuste; e o DI janeiro de 2017 (16.305 contratos) valia 11,63%, de 11,56% no ajuste de anteontem.
(Agência Estado)





