Nova queda
A pesquisa Focus, do Banco Central, revelou ontem que, até a semana passada, o mercado financeiro mantinha a previsão para os juros básicos da economia, a Selic, em 10,75% em 2010 e 11,75% em 2011. Mas o mercado de juros futuros reagiu com nova queda, embalada pela vitória de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República anteontem, com 56% dos votos válidos. A queda se baseou na expectativa de que a futura administração faça uma gestão eficiente nas contas públicas, o que poderia abrir espaço para a queda da Selic. Apesar dessa justificativa, o volume de negócios ontem foi limitado pelo fato de que parte do mercado emendou o final de semana com o feriado do Dia de Finados, hoje.

Positivo
Da China, vieram dados econômicos positivos que impulsionaram a alta de 1,26% do Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa), que fechou aos 71.560,93 pontos. Apesar de reduzir ganhos na última hora do pregão, pressionada por uma desaceleração das bolsas norte-americanas, a Bovespa resistiu e voltou ao nível dos 71 mil pontos. Em Nova York, cresceram no fim do dia as apreensões com o tamanho da ajuda que o Federal Reserve deverá anunciar amanhã - depois do índice de atividade industrial nacional dos gerentes de compras muito positivo, divulgado ontem, o receio é que o Fed seja menos agressivo no afrouxamento quantitativo esperado.

China
Na China, o índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) oficial subiu para 54,7 em outubro, de 53,8 em setembro. Já o PMI medido pelo banco HSBC avançou para 54,8, de 52,9, uma das maiores altas desde que o banco iniciou a divulgação do dado, em 2004, segundo informou a instituição. Os dados chineses apontaram para firme aumento da demanda de matérias-primas. Por isso, elevaram os preços de commodities e estimularam a procura por risco.

Ibovespa
O Ibovespa fechou aos 71.560,93 pontos, com mínima de 70.673,21 pontos, estável, registrada na abertura dos negócios. O giro financeiro nesta véspera de feriado de Finados foi de R$ 4,795 bilhões, bem menor que o de R$ 7,306 bilhões de sexta-feira. Entre as blue chips, Petrobras ON ganhou 1,93% e PN, 2,48%, enquanto Vale ON subiu 2,24% e PNA, 1,24%. Entre as siderúrgicas, Usiminas PNA avançou 1,22% e Gerdau PN evoluiu 1,14%.

EUA
Nos EUA, depois de exibirem altas em torno de 0,50% ao longo do dia, os índices se desaceleraram no final do pregão e fecharam em direções divergentes, porém, próximos da estabilidade. O Dow Jones fechou em alta leve de 0,06%, aos 11.124,62 pontos, e o S&P500 de 0,09%, aos 1.184,38 pontos. Já o Nasdaq cedeu 0,10%, para 2.504,84 pontos.

Dólar
O dólar fechou em leve alta ontem, em dia de volume reduzido de negócios e apenas uma atuação do Banco Central no mercado à vista. A moeda norte-americana subiu 0,29%, a R$ 1,708. O dólar manteve-se perto da estabilidade ao longo de todo o dia, tendo sido cotado abaixo de R$ 1,7 pela manhã após dados melhores que o esperado na China provocarem a alta das commodities no mercado internacional. A tendência global de queda do dólar perdeu força mais tarde, no entanto, quando os Estados Unidos divulgaram números acima das previsões sobre a indústria.

Pouca influência
No Brasil, profissionais de mercado viram pouca influência da vitória de Dilma Rousseff nas eleições presidenciais, que já era esperada. ''Para efeito de mercado, Dilma era considerada menos surpresa do que se fosse Serra'', disse Marcelo Oliveira, operador de câmbio da corretora BGC Liquidez. A novidade do dia ficou por conta da atuação do Banco Central, que realizou apenas um leilão de compra de dólares em um mercado de liquidez reduzida antes do feriado nacional de Finados, de eleições parlamentares norte-americanas e da reunião do Federal Reserve, que termina amanhã.
(Das agências)

mockup