Em alta
A Bovespa apoiou-se em balanços corporativos e conseguiu se desviar do sinal de cautela vindo das bolsas norte-americanas - fechou em alta de 0,50%, aos 70.673,30 pontos, enquanto em Nova York as bolsas fecharam com sinais divergentes, mas em torno da estabilidade. O bom resultado das Lojas Renner anunciado anteontem puxou no pregão ontem não só a ação da empresa como de outras do setor. Além disso, novas projeções de resultado da Embraer para 2010 agradaram ao mercado e Usiminas continuou refletindo o bom resultado apresentado ontem cedo.

Ibovespa
Em alta ao longo de toda a sessão, o Ibovespa oscilou ontem da máxima de 70.775,70 pontos, em alta de 0,65% pontos, à mínima de 70.322,43 pontos, estável. O giro financeiro somou R$ 7,306 bilhões. As Lojas Renner anunciaram lucro líquido de R$ 56,998 milhões no terceiro trimestre, em alta de 86,3% sobre o mesmo período de 2009 - suas ações ON subiram 3,82% e puxaram outras do setor. Lojas Americanas PN subiram 3,98% e Pão de Açúcar PNA, +4,06%.

Embraer
Também após o encerramento dos negócios anteontem, a Embraer informou que seu lucro líquido recuou 3,68% no terceiro trimestre, para R$ 220 milhões. Porém, a empresa revisou para cima suas previsões para 2010. Suas ações ON fecharam em alta de 2,19%. Já Usiminas voltou a valorizar-se (+5,76%,ON, e +1,29%, PNA). Desde anteontem o papel da empresa se recupera de perdas recentes, impulsionado pelo bom balanço do terceiro trimestre divulgado ontem cedo.

Petrobras
As ações da Petrobras caíram 0,87% (ON) e 1,56% (PN), apesar do anúncio oficial da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) da descoberta de petróleo realizada no pré-sal, no poço de Libra, em área pertencente à União. A notícia confirma boatos que circularam no mercado na quarta-feira. Já os papéis da Vale fecharam em direções divergentes: a ON ficou estável e a PNA caiu 0,31%.

EUA
Nos EUA, o crescimento de 2% do PIB do terceiro trimestre veio em linha com as estimativas, razão pela qual não teve força para dar ao mercado nova indicação sobre o tamanho da ajuda que o Fed deverá anunciar na quarta-feira. Na dúvida, prevaleceu a cautela. O Dow Jones encerrou em alta de 0,04%; o Nasdaq ficou estável; e o S&P500 cedeu 0,04%%.

Câmbio
O mercado doméstico de câmbio encerrou a sessão e o mês de outubro com o dólar defendendo o patamar de R$ 1,70, reconquistado na sexta-feira da semana passada após o conjunto de medidas cambiais adotadas pelo governo para conter a excessiva apreciação do real. O dólar à vista no balcão caiu 0,64%, para R$ 1,702, enquanto na BM&F recuou 0,65%, para R$ 1,703. O giro financeiro total à vista saltou para cerca de US$ 5,969 bilhões (US$ 5,606 bilhões em D+2).

Queda acumulada
No mês, a moeda no balcão apurou ganho de 0,59%, mas no ano a queda está acumulada em 2,35%. No mercado futuro, o dólar cedeu e, às 16h39, perdia 0,03%, cotado a R$ 1,7160 no contrato que vence em 1º de dezembro. No fim da tarde em Nova York, o euro era negociado a US$ 1,3901, de US$ 1,3930 anteontem. O dólar estava em 80,52 ienes, de 81,02 ienes anteontem.

Juros
Os juros futuros encerraram a sexta-feira em forte queda, com o mercado buscando dar um voto de confiança ao próximo governo no que diz respeito à política fiscal, ciente de que as chances maiores de vitória na eleição presidencial deste domingo estão com a candidata governista Dilma Rousseff (PT).

Declínio
O declínio foi mais forte nas taxas de médio e longo prazo. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 (239.305 contratos) recuava de 11,36% para 11,34%; o DI janeiro de 2013 (270.945 contratos) cedia de 11,82% para 11,71% (mínima); o DI janeiro de 2014 (36.045 contratos) derretia de 11,81% para 11,67%; e o DI janeiro de 2017 (33.840 contratos) estava na mínima de 11,60%, de 11,79% no ajuste de anteontem.
(Agência Estado)

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