MERCADO FINANCEIRO
Em baixa
Com a intensificação de realizações de lucro em cima de ações da Vale e de bancos à tarde, após valorizações recentes, a Bolsa brasileira não conseguiu sustentar a alta da manhã e fechou em baixa de 0,35%, aos 70.320,13 pontos. A Bovespa acabou contagiada pela paradeira em Nova York, onde as bolsas fecharam com sinais divergentes, porém perto da estabilidade, porque a cautela com a reunião do Federal Reserve na próxima semana tomou conta dos negócios e minimizou o impacto de balanços corporativos positivos sentido mais cedo.
Ibovespa
Na máxima, o Ibovespa subiu 0,98%, de volta aos 71 mil pontos, e, na mínima, perdeu 0,48%, aos 70.233,67 pontos. O giro financeiro de R$ 6,759 bilhões foi mais fraco do que o de ontem que ficou em R$ 7,128 bilhões. Os balanços do terceiro trimestre divulgados entre anteontem e ontem foram também condutores dos negócios na Bovespa.
Vale
As ações da Vale fecharam em queda de 1,92%, ON, e 1,68% PNA. A Usiminas teve suas ações em alta de 1,96% (ON) e 4,54% (PNA). Já as ações da Redecard caíram 5,70% e as da Cielo, 1,68%, enquanto as units do Santander recuaram 1,53%. Entre os bancos, Bradesco PN caiu 1,16%, Banco do Brasil ON, 1,48%, e Itaú Unibanco, 0,96%.
Petrobras
As ações da Petrobras fecharam em alta pelo quinto pregão seguido, com declarações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmando ontem em parte boatos de anteontem de que a empresa estaria para anunciar a descoberta de um megapoço. A diretora da agência Magda Chambriard confirmou perfuração no poço de Libra que está sendo conduzida pela ANP em parceria com a Petrobras no pré-sal da Bacia de Santos. A reserva do poço é estimada em 7,9 bilhões de barris, mas a GCA, em um cenário otimista, eleva o volume para 16 bilhões de barris. Petrobras ON subiu 0,03% e a PN, 0,27%. Em Nova York, o Dow Jones encerrou em queda de 0,11%, enquanto o Nasdaq subiu 0,16% e o S&P500, 0,11%.
Câmbio
O mercado de câmbio local acompanhou de perto a oscilação do dólar no exterior e, apesar da sua desvalorização ante as principais moedas, incluindo o real, a divisa dos EUA sustentou-se aqui acima do patamar de R$ 1,70 pelo quinto dia útil consecutivo. O dólar à vista oscilou com sinal negativo o dia todo no balcão e fechou em baixa de 0,41%, cotado a R$ 1,713. Na BM&F, o pronto também recuou 0,41%, para R$ 1,7141. O giro financeiro total à vista registrado até 16h33 somava cerca de US$ 2,695 bilhões (US$ 2,339 bilhões em D+2). No segmento de moedas em Nova York, o euro subia a US$ 1,3936, de US$ 1,3766 no fim da tarde de anteontem; e o dólar caía a 81,05 ienes ante 81,70 ienes anteontem.
Mercado futuro
No mercado futuro, o contrato de dólar novembro de 2010 também oscilou em baixa desde a abertura e às 16h39 projetava recuo de 0,67%, a R$ 1,710. Todos os quatro vencimentos transacionados mostram quedas, com um volume financeiro de US$ 16,125 bilhões. Nos dois leilões de ontem, o Banco Central comprou dólares com taxas de corte de R$ 1,7120 e de R$ 1,7133.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 (210.290 contratos), estável, projetava 11,36%; o DI janeiro de 2013 (160.645 contratos) cedia de 11,86% para 11,82%; o DI janeiro de 2014 (18.085 contratos) marcava 11,81%, de 11,87% ontem; o DI janeiro de 2017 (23.220 contratos) recuava de 11,84% para 11,79%; e o DI janeiro de 2021 (9.985 contratos) estava na mínima de 11,82%, ante 11,88% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





