Em alta
A cotação do dólar comercial fechou em alta de 0,94% ontem, a R$ 1,722 na venda. Com isso, a moeda norte-americana atinge o maior valor desde o dia 20 de setembro, quando era cotada a R$ 1,728. No mês, o dólar tem valorização de 1,77%, porém, no ano, perde 1,20%.

Leilões
O Banco Central voltou a fazer dois leilões de compra de dólar ao longo do dia. Na primeira intervenção, o BC comprou moeda a R$ 1,705. Na segunda operação, o valor aceito foi de R$ 1,721.

Intervenção
O consenso de que o banco central norte-americano anunciará na próxima semana medidas para estimular o crescimento da economia provocou a queda do dólar ao longo de semanas. Nos últimos dias, porém, o que se vê é a incerteza dos agentes sobre o tamanho da intervenção.

EUA
A proximidade das eleições parlamentares nos Estados Unidos também suscita ajustes no mercado internacional. Caso os republicanos confirmem o favoritismo e ganhem espaço na Câmara e no Senado, a política fiscal pode ficar mais austera, de acordo com o analista Richard Franulovich, da Westpac.

Fazenda
No Brasil, isso se soma à percepção maior de risco causada pela frequente atuação do governo no mercado de câmbio. Na semana passada, o Ministério da Fazenda elevou o imposto sobre a entrada de capital estrangeiro para renda fixa e para o depósito de margens de garantia na Bolsa.

Citigroup
Apesar disso, analistas do Citigroup avaliam que a tendência de valorização do real permanece no longo prazo, já que as commodities devem continuar em alta e a economia global deve se recuperar após um novo estímulo pelo Fed.

Bovespa
A Bovespa operou em baixa ontem. Por volta das 16h55, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) caía 0,36%, aos 70.488,33 pontos.

Europeias
As Bolsas de Valores europeias atingiram a mínima em duas semanas no fechamento, com investidores cautelosos após dados desmotivantes dos Estados Unidos e com dúvidas sobre a extensão dos estímulos que o Federal Reserve pode adotar na próxima semana.

Asiáticas
As Bolsas de Valores da Ásia registraram quedas ontem e o dólar avançou em meio a dúvidas sobre se o Federal Reserve fará uma compra agressiva de ativos para injetar mais dinheiro na economia norte-americana.
(Das agências)

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