Petrobras
Destaque absoluto na Bolsa brasileira ontem, as ações da Petrobras aceleraram altas para até mais de 6% à tarde e esticaram a valorização do Ibovespa, que ganhou 1,67%, aos 70.740,39 pontos. Desde cedo, as ações da estatal já vinham puxando o Ibovespa e permitindo que o índice driblasse a curta oscilação das bolsas norte-americanas. Sozinha, a Petrobras respondeu por 20% do movimento de R$ 7,020 bilhões da Bovespa.

Ibovespa
Ao longo da sessão, o Ibovespa passou de uma mínima de -0,76%, aos 69.054,70 pontos, para máxima de +1,80%, em 70.833,85 pontos. Petrobras ON subiu 4,56%, para R$ 28,45, e PN, 5,21%, para R$ 25,85, dando continuidade, e com mais força, ao movimento de alta iniciado ontem. Operadores não identificaram nenhum fato novo relevante que pudesse impulsionar com tal intensidade as ações da estatal e creditaram a arrancada a uma recuperação de preços depois de fortes quedas este ano.

Alta
O excelente desempenho da petrolífera acabou desencadeando alta generalizada das ações do Ibovespa na última hora de negócios. Os papéis da Vale se aproveitaram dessa tendência e destravaram, após a empresa divulgar comunicado enviado à CVM desmentindo especulações sobre substituição de seu diretor-presidente, Roger Agnelli. Após exibirem alta modesta ao longo do dia, as ações ON fecharam em alta de 1,47% e as PNA, de 1,44%.

Siderúrgicas
Já as siderúrgicas foram o destaque negativo, reduzindo um pouco as perdas apenas no final do pregão. Às vésperas de divulgarem balanços do terceiro trimestre, as siderúrgicas viram suas ações em forte queda ao longo do dia de ontem. Usiminas e CSN apresentam seus resultados na amanhã - Usiminas ON cedeu 1,49% e PNA, 0,35%, enquanto CSN ON caiu 1,63%. Gerdau PN recuou 0,10%.

Norte-americanas
Em Nova York, em meio a indicadores econômicos divergentes, as bolsas operaram em ritmo de espera da reunião do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fomc) na próxima semana, com a expectativa de que sejam anunciadas medidas de afrouxamento quantitativo com o objetivo de estimular a recuperação econômica norte-americana. O Dow Jones e o Nasdaq fecharam em leve alta, de 0,05% e 0,26%, respectivamente, enquanto o S&P500 ficou estável.

Câmbio
No fechamento, o dólar à vista subiu 0,29%, a R$ 1,705 no balcão, após oscilar 0,77% de uma mínima na abertura de R$ 1,695 (-0,29%) a uma máxima à tarde, de R$ 1,708 (+0,47%). Na BM&F, o pronto avançou 0,25%, para R$ 1,7040. O giro financeiro registrado na Clearing de Câmbio até 16h47 somava cerca de US$ 2,8 bilhões, cerca de 75% superior ao da véspera.

Mercado futuro
No mercado futuro às 16h47, o contrato de dólar que vence em 1º de novembro avançava 0,47%, cotado a R$ 1,7060. Nos dois leilões ontem, o Banco Central comprou dólares com taxas de corte de R$ 1,7041 e R$ 1,7055. Em Nova York, o dólar subia para 81,53 ienes, de 80,79 ienes no fim da tarde de anteontem, depois de ter atingido a máxima intraday ontem, de 81,44 ienes. O euro caía para US$ 1,3846, de US$ 1,3969 anteontem, após ter registrado mínima intraday de US$ 1,3825.

Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 (236.750 contratos) caía de 11,41% para 11,35%; o DI janeiro de 2013 (191.180 contratos) projetava 11,81%, de 11,88% anteontem; o DI janeiro de 2014 (31.060 contratos) recuava de 11,91% para 11,80%; e o DI janeiro de 2017 (26.815 contratos) estava em 11,73%, de 11,85% no ajuste anterior.
(Agência Estado)

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