MERCADO FINANCEIRO
Valorização
O compromisso dos ministros de Finanças do G-20, em reunião no fim de semana, de evitar depreciação de suas moedas a fim de obter vantagem competitiva acabou funcionando como ''uma faca de dois gumes'' para a Bovespa, resume Pedro Galdi, da SLW Corretora. O resultado foi que a Bovespa, embora influenciada pela alta das commodities e pelo sinal positivo dos pregões em Nova York, fechou com valorização leve, de 0,07%, aos 69.580,28 pontos.
Sinal vermelho
Ao longo da sessão, o Ibovespa oscilou entre a máxima de 70.230,79 pontos, em alta de 1,01%, à mínima de 69.450,62 pontos, em queda de 0,11% - o sinal vermelho foi acionado à tarde, após o anúncio de que o ministro Guido Mantega, da Fazenda, daria entrevista às 15h30. Como Mantega não anunciou nenhuma nova medida cambial na entrevista coletiva, a Bovespa voltou ao campo positivo.
Volume
O volume financeiro atingiu R$ 5,896 bilhões, menor que o de R$ 6,213 bilhões de sexta-feira. Os papéis ON da Petrobras, subiram 1,72%, e os PN, 1,49%. As ações ON da Vale evoluíram 0,83% e as PNA, 0,54%.
Balanços
A safra de balanços do terceiro trimestre também já faz ''preço'' na Bovespa. Parte da alta da Vale hoje foi creditada ao fato de que amanhã a companhia divulgará seus resultados do terceiro trimestre, que devem vir muito fortes.
Bancos
Ações de bancos também reagiram ao fator balanço: Bradesco PN subiu 1,23% e a unit do Santander, +2,60% - eles anunciam seus resultados amanhã e na quinta-feira, respectivamente. De acordo com analistas ouvidos pela Agência Estado, a expansão mais acelerada do crédito no terceiro trimestre ante os períodos anteriores, principalmente em empréstimos para pequenas e médias empresas e financiamento ao consumo, deve impulsionar o lucro dos bancos.
Norte-americanas
As bolsas norte-americanas fecharam em alta. O Dow Jones subiu 0,28%; o Nasdaq, 0,46%, e o S&P500, 0,21%.
G-20
O compromisso do G-20 ecoou também em Nova York. Ao lado de indicadores divergentes sobre a recuperação da economia dos EUA, deu gás ao elevar as expectativas de que o Federal Reserve deverá anunciar medidas de afrouxamento quantitativo nos EUA, como forma de estímulo ao crescimento da economia norte-americana, em reunião na próxima semana.
Câmbio
Às 15h05 o dólar no balcão atingiu o pico do dia, cotado a R$ 1,7120, em alta de 0,35%, mas no fechamento a taxa ficou em R$ 1,70 (-0,35%), após bater mínima de R$ 1,697 (-0,53%) pouco antes. Na BM&F, o pronto fechou no piso da sessão e abaixo de R$ 1,70, cotado a R$ 1,6997, baixa de 0,40%. O giro financeiro total foi fraco, de cerca de US$ 1,620 bilhão, dos quais US$ 1,318 bilhão em D+2. No mercado futuro às 16h53, o dólar novembro/2010 caía 0,38%, para R$ 1,7020, mas cedeu até a mínima de R$ 1,698, que já havia sido registrada pela manhã.
Fluxo
Apesar de um fluxo cambial pequeno, segundo players consultados, o Banco Central manteve a realização de dois leilões de compra de moeda no segmento à vista. Na primeira atuação, mais cedo, o BC fixou a taxa de corte em R$ 1,7015 e, no leilão à tarde, em R$ 1,7080.
Euro
No exterior, o euro sustentou leve valorização ante o dólar durante à tarde, após superar US$ 1,40 pela manhã. Em Nova York às 17h07, o euro subia a US$ 1,3981, de US$ 1,3923 no fim da tarde de sexta-feira, enquanto o dólar caía para 80,82 ienes, de 81,41 ienes na sexta-feira. A libra subia para US$ 1,5753, de US$ 1,5667 na sexta-feira.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2013 projetava 11,88%, de 11,93% antes da fala do ministro e de 11,85% no ajuste da sexta-feira; o DI janeiro de 2014 passava de 11,96% para 11,91% antes e depois das declarações de Mantega, de 11,87% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





