MERCADO FINANCEIRO
Fuga de capital
Tal como anteontem, a Bovespa voltou a assistir fuga de capital externo ontem, motivada pelas crescentes preocupações de investidores estrangeiros de que o governo amplie o IOF sobre capital externo também no mercado de ações, como já fez na renda fixa, ou adote até mesmo outras medidas restritivas, como a quarentena.
Baixa
A baixa ontem da Bovespa só não foi maior porque as ações das siderúrgicas subiram fortemente, por causa de medida da Receita Federal que restringe as importações de aço. Usiminas ON valorizou-se 3,91% e PNA, 3,00%, respectivamente, segunda e terceira maior alta do Ibovespa; Gerdau PN subiu 0,54% e CSN ON, 1,72%.
Custos
A medida trouxe, porém, expectativa de aumento de custos para construtoras, o que reforçou tendência de baixa para ações do setor, já prejudicadas por realizações de lucro por estrangeiros. Papéis do setor pesaram, com perdas maiores que 1%. PDG Realty caiu 2,76%; Gafisa ON, 2,17%; MRV ON, 1,13%; Rossi ON, 1,09%; Cyrela ON, 1,01%; e Brookfield ON, 0,56%.
Vale
Além das construtoras, Vale também voltou ontem a ser porta de saída de estrangeiros, mas no final a ação ON fechou em alta de 0,09% e a PNA, em queda leve de 0,19%. Os papéis da Petrobras resistiram em leve alta, de 0,26% (ON) e 0,21% (PN).
Desconfiança
Nos EUA, em dia sem divulgação de indicadores econômicos relevantes no país, as desconfianças sobre medida consensual para solução da guerra cambial global na reunião dos presidentes dos BCs e ministros de Finanças do G-20 na Coreia do Sul, que termina hoje, imprimiram cautela aos investidores.
Divergentes
As bolsas norte-americanas fecharam em direções divergentes. O Dow Jones caiu 0,13%, deprimido pela redução de lucros da Verizon, que divulgou balanço ontem, e por preocupações com a American Express, em razão da fraca demanda por novos empréstimos. Já o Nasdaq subiu 0,80% e o S&P500 avançou 0,24%.
Câmbio
A moeda norte-americana à vista fechou ontem cotada a R$ 1,706, em alta de 0,65% no balcão, e a R$ 1,7065 (+0,59%) na BM&F. O giro total à vista registrado até 17 horas somava US$ 2,675 bilhões (US$ 2,301 bilhões em D+2). Nesse horário no mercado futuro, o dólar novembro/2010 avançava 0,76%, a R$ 1,713, após bater máxima de R$ 1,714. O volume financeiro no segmento futuro às 16h25 somava US$ 17,002 bilhões.
Leilões
Nos dois leilões de ontem, o Banco Central fixou a taxa de corte na compra de dólares em R$ 1,6956 na primeira atuação, e em R$ 1,7054 na segunda, quando o dólar à vista estava sob pressão das declarações de Augustin.
Euro
No mercado internacional, às 16h56, o euro era cotado a US$ 1,3932, de US$ 1,3949 no fim do dia de anteontem. O dólar subia a 81,37 ienes, 81,16 ienes de anteontem. Segundo uma fonte, a moeda da zona do euro sustentou-se no patamar de US$ 1,39 na tarde de ontem, amparada pela decisão do Senado francês de aprovar nesta sexta o plano do presidente Nicolas Sarkozy de reforma da previdência, que prevê o aumento da idade da aposentadoria dos 60 para 62 anos. O projeto de lei provocou uma ampla onda de protestos no país. O projeto foi aprovado com 177 votos a favor e 153 contra.
Juros
O DI janeiro de 2012 (145.300 contratos) projetava 11,36%, de 11,34% no ajuste de anteontem; o DI janeiro de 2013 (171.140 contratos) subia de 11,78% para 11,85%; o DI janeiro de 2014 (25.985 contratos) avançava de 11,78% para 11,87%; e o DI janeiro de 2017 (47.970 contratos) estava em 11,81%, de 11,74% anteontem.
(Agência Estado)





