Otimismo
Os empresários brasileiros continuam otimistas com o desempenho da economia e das empresas, segundo pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria). O índice de confiança de outubro ficou em 62,8 pontos, 0,6 ponto abaixo do observado em setembro, que foi de 63,4 pontos. ''Mesmo assim, as perspectivas são positivas, porque o índice está acima 50 pontos e é 3,3 pontos superior à média histórica'', informou a CNI. O índice varia de zero a cem e valores acima de 50 indicam empresários confiantes.

Ásia
A maioria dos mercados da Ásia fechou no vermelho ontem. As bolsas foram influenciadas pelo forte recuo em Wall Street e pela elevação das taxas básicas de juro na China. Também houve realização de lucros. O índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong encerrou com perda de 0,87%, fechando aos 23.556,50 pontos. A queda foi liderada pelos papéis das incorporadoras imobiliárias chinesas. China Overseas Land caiu 3% e China Resources Land terminou em baixa de 4,1%. Como em outras bolsas, as ações ligadas a commodities foram duramente penalizadas. A produtora de alumínio Chalco sofreu baixa de 3,3%.

Tóquio
A Bolsa de Tóquio também fechou em queda, refletindo ontem o impacto da elevação de ontem nas taxas de juros da China. A alta dos juros chineses derrubou os preços das commodities e provocou baixa generalizada nas ações, como Inpex, Mitsubishi Corp. e Sumitomo Metal Mining. O índice Nikkei 225 perdeu 157,85 pontos, ou 1,7%, e fechou aos 9.381,60 pontos. As ações sensíveis aos preços das matérias-primas ficaram entre as maiores perdedoras. Inpex perdeu 3,4%, Mitsubishi Corp. declinou 2,4% e Sumitomo Metal Mining caiu 3,6%.

Câmbio
De ''cabeça fria'', o mercado de moeda devolveu parte da forte alta das taxas de câmbio na jornada de anteontem. Para analistas, o nervosismo com o aperto monetário chinês (a alta dos juros) teve efeito até maior do que o aumento do IOF para investimentos de estrangeiros. A medida do governo brasileiro foi elogiada por alguns analistas por restringir a entrada de capital ''especulativo''. Mas também era opinião corrente entre muitos de que o novo ataque ao câmbio valorizado não seria suficiente para reverter a tendência mundial de enfraquecimento do dólar.

Dólar
Nesse contexto, o dólar comercial encerrou o expediente sendo negociado por R$ 1,675 (valor de venda), em queda de 0,71%, após oscilar entre R$ 1,680 e R$ 1,671. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,790 para venda e por R$ 1,620 para compra. Entre as notícias importantes do dia, o BC reportou que a entrada de dólares no país bateu a saída por US$ 2,39 bilhões neste mês (até o dia 15). de janeiro até outubro deste ano, o saldo cambial está positivo em US$ 19,512 bilhões, ante os US$ 17,604 bilhões contabilizados em idêntico período de 2009.

Compras
Ainda neste mês, as compras de dólares promovidas pela autoridade monetária no mercado à vista somaram US$ 4,24 bilhões. Sem considerar setembro, um mês atípico por conta da capitalização da Petrobras, esse volume já bate as intervenções feitas em agosto, quando o BC adquiriu US$ 3,042 bilhões.

Juros futuros
No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas recuaram nos contratos de prazo mais longo. A FGV apontou uma inflação de 0,89% em outubro, ante 1,03% em setembro, pela leitura do IGP-M, ainda em sua segunda estimativa prévia do mês. Já o IBGE registrou uma inflação de 0,62% neste mês, contra 0,31% no período anterior, conforme o IPCA-15, visto como uma projeção do IPCA, utilizado para o regime de metas do governo.

Taxa
No contrato para janeiro de 2011 (de curto prazo), a taxa projetada passou de 10,63% ao ano para 10,64%, na exceção do dia; no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista cedeu de 11,31% para 11,27%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada passou de 11,72% para 11,67%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.
(Das agências)

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