MERCADO FINANCEIRO
Perdas
A Bovespa seguiu o mercado norte-americano e ampliou ontem na última hora de negócios a já expressiva queda determinada desde cedo pela alta dos juros na China. Fechou em baixa de 2,61%, aos 69.863,58 pontos, com apenas cinco ações em alta. O motivo da aceleração de perdas na reta final foi a divulgação da notícia de que dois grandes fundos de investimento, o Pimco e o BlackRock, e o Federal Reserve de Nova York estão tentando forçar o Bank of America (BofA) a recomprar hipotecas problemáticas.
Influência externa
A desvalorização do Ibovespa, maior que as das bolsas em Nova York, foi turbinada por fatores internos: novo aumento do IOF sobre capital externo, desta vez de 4% para 6%, e a elevação do IOF nos depósitos de garantia nas operações de mercado futuro de 0,38% para 6% prejudicaram ações do setor financeiro. Em consequência, a ação ON da BM&FBovespa deu continuidade ao movimento da véspera e caiu 3,17%.
Disputa presidencial
Além disso, pesquisa eleitoral da Vox Populi/IG mostrou aumento da vantagem de Dilma Rousseff (51% das intenções de voto) sobre José Serra (39%) na disputa presidencial e levou a perdas em ações da Eletrobras (ON, -0,78%, e PNB, -0,80%) e do Banco do Brasil (ON, -1,71%). A realização de lucros provocou também recuos expressivos em ações de construtoras, que chegaram a 6,28% no papel ON da Rossi Residencial.
Oscilação
Ao longo da sessão, o Ibovespa oscilou entre a máxima de 71.734,93 pontos, estável, na abertura, à mínima de 69.628,37 pontos, em queda de 2,94%, à tarde. O volume financeiro atingiu R$ 7,587 bilhões.
Forte queda
Acompanhando o enfraquecimento das commodities no exterior, as ações ON da Petrobras caíram 3,66% e a PN, 4,24%, enquanto OGX Petróleo ON desvalorizou-se 5,20%. Os papéis ON da Vale perderam 2,39% e os PNA, -2,08%. Entre as siderúrgicas, CSN ON caiu 1,87%; Gerdau PN, 3,65%; Gerdau Metalúrgica PN, 3,31%; Usiminas ON, -1,86%, e PNA, -2,35%. Em Nova York, Dow Jones caiu 1,48%; o Nasdaq, 1,76%; e o S&P500, 1,59%.
Câmbio
Pressionado pelo avanço externo do dólar após a China elevar juros e a nova alta do IOF a estrangeiros no Brasil, a moeda norte-americana no mercado doméstico oscilou com sinal positivo o dia todo e atingiu a máxima intraday pela manhã, de R$ 1,70 (+2,16%) no balcão. Contudo, a cotação da divisa desacelerou os ganhos à tarde e chegou a renovar a mínima intraday às 15h23, de R$ 1,681 (+1,02%). O segundo leilão de compra do Banco Central fixou a taxa de corte nesta operação em R$ 1,6852. No primeiro leilão a taxa de corte foi de R$ 1,6958.
Fechamento
No fechamento, o dólar à vista no balcão subiu 1,32%, a R$ 1,6860. Na BM&F, o pronto encerrou a R$ 1,6832, com valorização de 1,06%. No mercado futuro às 16h34, o contrato de dólar mais negociado, com vencimento em 1º de novembro/2010, estava em alta de 0,75%, a R$ 1,6895. Até às 16h15, cinco vencimentos de dólar futuro foram negociados, todos em alta, com um volume financeiro de US$ 20,867 bilhões, segundo a BM&FBovespa. Esse volume de negócios era cerca de 33% superior a todo o giro movimentado anteontem, de US$ 15,651 bilhões.
Juros
O estresse que começou no final dos negócios anteontem estendeu-se por todo o dia de ontem, elevando a pressão de alta dos juros. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 (269.385 contratos) passava de 11,28% para 11,32%; o DI janeiro de 2013 (266.250 contratos) disparava de 11,58% para 11,74%; o DI janeiro de 2014 (33.810 contratos) subia a 11,70%, de 11,49% no ajuste de anteontem; o DI janeiro de 2017 (25.800 contratos) estava em 11,60%, de 11,29% anteontem. Nos contratos curtos, o DI janeiro de 2011 (433.630 contratos) projetava 10,643%, de 10,64% no ajuste da segunda-feira.
(Agência Estado)





