No vermelho
A virada para positivo das ações PN da Petrobras e uma aceleração nos ganhos das ações da Vale a partir do meio da tarde permitiram que a Bovespa reduzisse as perdas para 0,13%, aos 71.735,53 pontos. Descolada das bolsas norte-americanas, que subiram, a Bolsa brasileira permaneceu no vermelho, sobretudo, com os desempenhos negativos dos papéis dos setores de energia e financeiro. Na maior parte do pregão, a perda girou em torno de 0,50%.

Ibovespa
Ao longo da sessão, o Ibovespa oscilou entre a mínima de 71.340,66 pontos, queda de 0,68%, à máxima de 71.884,32 pontos, em alta de 0,08%. Ontem foi o primeiro dia de novo horário de negociação, com a Bovespa aberta de 11h às 18h. O volume financeiro atingiu R$ 11,833 bilhões, inflado pelo exercício de opções sobre ações, que movimentou R$ 4,87 bilhões, de acordo com dados da BM&FBovespa, volume superior ao exercício anterior, de R$ 3,439 bilhões.

Preferenciais
As preferenciais de Petrobras foram prejudicadas até o meio da tarde pelo jogo do exercício de opções sobre ações. ''Acabado esse efeito, o papel respirou e retomou o preço da oferta, de R$ 26,30'', comentou Fausto Gouveia, economista chefe da Legan. A ação PN da estatal fechou em alta de 0,42% e a ON de 0,21%. Já as ações da Vale também ficaram sob pressão do vencimento, que foi amenizada pelos bons números apresentados pela mineradora em relatório enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) referente ao terceiro trimestre. O papel ON subiu 2,16% e o PNA 2,76%, ambos entre as maiores altas do Ibovespa.

Energia
No setor de energia elétrica, Eletrobras ON perdeu 6,33% e PNB, 6,09%, e no setor financeiro, Banco do Brasil ON cedeu 0,86%, ambas as ações devolvendo parte de ganhos obtidos com avanços de José Serra(PSDB) sobre Dilma Rousseff (PT) nas pesquisas de segundo turno presidencial da semana passada. Ainda entre os bancos, a unit do Santander perdeu 1,41%. Já BM&FBovespa ON caiu 4,22%. Em Nova York, Dow Jones subiu 0,73%; o Nasdaq, 0,48%; e o S&P500, 0,72%.

Câmbio
O mercado doméstico de câmbio abriu cauteloso e com o dólar em leve alta à espera de novas medidas do governo para conter o avanço do real. Contudo, enquanto o Ministério da Fazenda não anunciar novidades, que devem focar operações com derivativos cambiais a fim de restringir especulações nesse segmento, segundo afirmou o ministro Guido Mantega na sexta-feira, os investidores devem continuar sendo guiados pela persistente queda externa da divisa norte-americana em relação ao euro e ao iene, entre outras moedas.

Fechamento
No fechamento, a moeda norte-americana no balcão caiu 0,06%, cotada a R$ 1,6640, após acumular ganhos de 0,79% nas duas sessões anteriores. Na BM&F, o pronto encerrou com perda de 0,09%, a R$ 1,6655. O giro total à vista registrado até às 16h37 somava cerca de US$ 2,530 bilhões (cerca de 14% inferior ao de sexta-feira), dos quais US$ 2,319 bilhões em D+2. Nos dois leilões de compra, o BC fixou as taxas de corte em R$ 1,6663 e em R$ 1,6655 - taxas superiores à do fechamento no balcão.

Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 (99.425 contratos) estava em 11,28%, de 11,22% no ajuste da sexta-feira; o DI janeiro de 2013 (85.420 contratos) avançava de 11,51% para 11,58%; o DI janeiro de 2014 (17.885 contratos) subia a 11,49%, de 11,43% no ajuste anterior; e o DI janeiro de 2017 (17.115 contratos) subia de 11,22% para 11,29%. Nos contratos de curto prazo, o DI janeiro de 2011 (182.245 contratos) mantinha-se quase estável, ao passar de 10,65% para 10,645% (mínima).
(Agência Estado)

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