MERCADO FINANCEIRO
Dia volátil
A Bovespa teve um dia volátil, finalizando o pregão de ontem com um ganho somente modesto. A agenda econômica do dia foi intensa, principalmente nos EUA, onde o titular do banco central reforçou as expectativas por uma nova rodada de estímulos à economia. Mas o que pesou mesmo foi a cautela, já que a semana que vem promete ser intensa. Entre outros eventos previstos para o período, o Copom, comitê que decide a taxa básica de juros do país, volta a se reunir na semana que vem. A maior parte dos economistas projeta a manutenção em 10,75% ao ano.
Ibovespa
Na semana, o índice Ibovespa valorizou 1,44% nesta semana, o que jogou o nível de preços da Bolsa para seu ponto mais alto desde 2 de junho de 2008. Vale a lembrança de que, poucos dias antes (20 de maio), a Bolsa atingiu o seu nível histórico: 73.516 pontos. O Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, subiu 0,19% no fechamento, aos 71.830 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,40 bilhões, abaixo da média deste mês. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, retrocedeu 0,29% no encerramento das operações.
Copom
Há um consenso bastante forte entre os analistas do setor financeiro de que o Copom não deve mexer na taxa básica de juros na semana que vem. A taxa Selic deve continuar estável, mas somente até o final deste ano. ''Com a inflação corrente novamente pressionada e a produção industrial reacelerando, as expectativas de inflação, que já se encontram acima da meta, devem subir ainda mais, pressionando o Banco Central por uma nova rodada de alta dos juros'', avalia Maristella Ansanelli, economista-chefe do banco Fibra, que espera um aumento da taxa Selic ainda no primeiro trimestre de 2011.
EUA
Entre as notícias mais importantes de ontem, o presidente do Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA), Ben Bernanke, reafirmou a disposição das autoridades econômicas em fornecer mais estímulos à economia, ao ressaltar as taxas ainda altas de desemprego, bem como a inflação baixa. A agência de estatísticas do governo americano reportou uma inflação de 0,1% em setembro ante 0,3% em agosto, pela leitura do CPI (índice de preços ao consumidor, na sigla em inglês). Analistas esperavam uma variação de 0,2%. E ontem, o PPI (índice de preços no atacado) mostrou variação de 0,4% em setembro, acima das expectativas do setor financeiro (consenso em 0,2%).
Câmbio
O mercado de câmbio doméstico manteve as taxas oscilando entre R$ 1,65 e R$ 1,66 na maior parte de uma semana mais curta, enquanto aguarda as novas medidas do governo para conter a valorização do real frente à moeda americana. Embora haja pouca convicção de que a ação governamental vá conseguir reverter a tendência de queda do dólar - um fenômeno mundial - os agentes financeiros continuam a alimentar as expectativas, prevendo ''novidades'' com o fim do segundo turno eleitoral.
Dólar
Ontem, o dólar variou de R$ 1,652, em seu ponto mais baixo, até R$ 1,666, a cotação máxima do dia e a taxa de fechamento - em uma alta de 0,18%. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,740 para venda e por R$ 1,600 para compra. O Banco Central brasileiro fez suas habituais intervenções no mercado de câmbio, comprando moeda no horário de almoço e perto das 16h (hora de Brasília). O nível das reservas internacionais, afetada por essas compras, já ronda a casa dos US$ 280 bilhões, um nível histórico.
Juros futuros
No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas retrocederam com força nos contratos mais negociados. No contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada foi mantida em 10,65% ao ano; no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista cedeu de 11,26% para 11,22%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada caiu de 11,61% para 11,51%.
(Das agências)





