MERCADO FINANCEIRO
Na contramão
Com o bom desempenho das ações da Petrobras e da Vale, a Bovespa resistiu às perdas nos papéis do setor bancário e fechou na contramão das bolsas em Nova York, em leve alta de 0,02%, aos 71.692,29 pontos, no quarto pregão consecutivo de valorização. Aqui, as ações dos bancos foram alvo de realizações de lucro, e o pretexto foram as fortes quedas dos papéis do setor financeiro nas bolsas de Nova York.
Bancos
Banco do Brasil cedeu 1,49%; Bradesco, 0,33%; Itaú Unibanco, 0,73%; e a unit do Santander, 0,99%. Ao longo da sessão, a Bolsa oscilou entre a mínima de 71.263,87 pontos, queda de 0,57%, registrada no meio da tarde, à máxima de 71.961,27 pontos, em alta de 0,40%, pela manhã. No mês, acumula ganho de 3,26% e no ano, de 4,53%. O volume financeiro atingiu R$ 9,088 bilhões.
Maiores altas
Petrobras e Eletrobras figuraram entre as maiores altas do índice - Petrobras ON subiu 1,75% e PN, 2,84%, enquanto Eletrobras ON avançou 1,34%. Segundo operadores, o empate técnico apontado pela pesquisa CNT-Sensus para o segundo turno da eleição presidencial divulgada ontem reforça a possibilidade de vitória do candidato José Serra (PSDB) sobre Dilma Rousseff (PT), o que agrada ao mercado. As ações da Petrobras foram ainda favorecidas pelo fraco desempenho que as levou a preços atrativos.
Vale
Já a alta das ações da Vale (+0,37%, no papel ON , e +0,97%, no PNA) refletem, segundo analistas, o bom dado das exportações chinesas revelados na balança comercial dos EUA divulgada hoje, trazendo uma perspectiva positiva para as vendas de minério da Vale. A fraqueza do dólar no mercado internacional também contribuiu para valorizar papéis da Vale, pela sustentação dada aos preços das commodities.
Dow Jones
Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,01%, o Nasdaq cedeu 0,24% e o S&P500 perdeu 0,36%. Além da influência negativa das ações do setor financeiro,as bolsas norte-americanas sentiram o efeito de um aumento maior que o esperado nos pedidos de auxílio-desemprego e um déficit na balança comercial também acima das expectativas.
Dólar
O dólar no balcão encerrou com alta de 0,61%, cotado a R$ 1,6620, após oscilar 1,16% no dia de uma mínima de R$ 1,645 (-0,42%) à máxima de R$ 1,664 (+0,73%). Na BM&F, o pronto terminou com ganho de 0,42%, também cotado a R$ 1,6620. O giro financeiro total registrado até 16h45 somava cerca de US$ 4,548 bilhões, dos quais US$ 4,027 bilhões em D+2. No mercado futuro às 16h46, o contrato de dólar mais negociado, com vencimento em 1º de novembro, projetava alta de 0,48%, a R$ 1,6675.
Leilões
O Banco Central manteve a realização de dois leilões durante a sessão, ajudando a dar suporte à moeda norte-americana. Na primeira atuação, a autoridade monetária fixou a taxa de corte em R$ 1,6625 e, no segundo leilão, em R$ 1,6628.
Juros
Os juros futuros desabaram ontem em reação ao resultado da pesquisa CNT/Sensus que mostrou avanço do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, nas intenções de voto no segundo turno da eleição presidencial. O movimento começou anteontem, com especulações de que o candidato cresceria nas pesquisas, e ganhou força ontem após a divulgação do levantamento, que apontou empate técnico entre Serra e a candidata do PT, Dilma Rousseff. O fator eleição acabou se sobrepondo aos números robustos das vendas no varejo em agosto, informados pelo IBGE, e também ao IGP-M da primeira prévia de outubro.
Recuo
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 (343.595 contratos) recuava a 11,25%, de 11,34% anteontem; o DI janeiro de 2013 (303.285 contratos) despencava de 11,76% para 11,60%; o DI janeiro de 2014 (31.585 contratos) projetava 11,52%, de 11,68% no ajuste anterior; e o DI janeiro de 2017 (30.275 contratos) passava de 11,46% para 11,30%.
(Agência Estado)





