MERCADO FINANCEIRO
Europeias
As bolsas europeias fecharam em forte alta ontem, impulsionadas pelas crescentes expectativas de que o Federal Reserve vai adotar novas medidas para estimular a frágil recuperação econômica dos EUA. Além disso, a produção industrial na zona do euro teve um desempenho melhor do que o esperado em agosto e grandes empresas norte-americanas divulgaram balanços encorajadores. O índice pan-europeu Stoxx 600 ganhou 3,74 pontos (1,42%), a 266,22 pontos. O índice FT-100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 85,76 pontos (1,51%), em 5.747,35 pontos, próximo da máxima do ano.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou com baixa expressiva ontem, uma vez que os investidores se assustaram com a queda do dólar para perto de uma mínima de 15 anos contra o iene. O sentimento do mercado azedou também com o inesperado corte na projeção de lucro da peso pesado Fast Retailing. O índice Nikkei 225 cedeu 200,24 pontos, ou 2,1%, e fechou aos 9.388,64 pontos. Foi a maior perda porcentual do índice desde 8 de setembro.
Ásia
Os mercados asiáticos apresentaram resultados positivos ontem, com destaque para os dados econômicos da China. A Bolsa de Hong Kong voltou a atingir o maior fechamento em quase dois anos e meio, liderada pelos ganhos em blue chips e a recuperação dos papéis do setor imobiliário. O índice Hang Seng subiu 335,99 pontos, ou 1,45%, e terminou aos 23.457,69 pontos, o maior nível desde 6 de junho de 2008. Entre as imobiliárias, Cheung Kong ganhou 0,2% e Sun Hung Kai Properties avançou 0,6%. O melhor desempenho entre as blue chips foi da seguradora Ping An, que disparou 7%. Cathay Pacific saltou 6,5%. A petrolífera Sinopec adicionou 4,8%.
Dólar
Desde 1º de setembro de 2008 o mercado de câmbio brasileiro não via um preço para a moeda americana tão baixo como o de ontem, que ''cumpriu'' os prognósticos feitos na semana passada. Analistas avaliam, no entanto, que o piso ''psicológico'' de R$ 1,65 deve enfrentar resistências daqui para frente. Anteriormente, os agentes financeiros já haviam mostrado reticências em romper o patamar de R$ 1,70, um preço mínimo que se manteve por cerca de dois anos.
Cotações
Ontem, as cotações oscilaram entre o nível máximo de R$ 1,664 e o mínimo de R$ 1,653. No encerramento das operações, a moeda foi negociada por R$ 1,656, o que representa uma queda de 0,60% sobre a taxa final de segunda-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,770 para venda e por R$ 1,600 para compra.
Fluxo cambial
Entre as principais notícias do dia, o Banco Central informou que o fluxo de dólares para o país continuou forte, mesmo com a incidência de uma alíquota dobrada sobre aplicações em renda fixa por estrangeiros. O saldo cambial bateu a casa dos US$ 2,2 bilhões neste mês (até o dia 8). No ano passado, considerando o mesmo período (os primeiros seis dias úteis do mês), o fluxo cambial estava positivo em US$ 2,611 bilhões.
Compras BC
Para conter essa enxurrada de dólares, as compras do BC também foram expressivas: a autoridade monetária adquiriu US$ 2,764 bilhões no mercado de dólar à vista somente neste mês (até o dia 8), quase o mesmo que as intervenções em todo o mês de agosto (US$ 3 bilhões). O mês de setembro foi atípico, devido à capitalização da Petrobras - o que atraiu um montante elevado de capital estrangeiro e obrigou o BC a intensificar suas ações no câmbio.
Juros Futuros
No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas recuaram nos contratos de prazo mais longo. No contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada foi mantida em 10,65% ao ano; no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista cedeu de 11,40% para 11,34%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada caiu de 11,83% para 11,77%.
(Das agências)





