MERCADO FINANCEIRO
Morno
Em dia de volume fraco, a Bolsa brasileira flertou com a estabilidade, mas conseguiu se segurar no terreno positivo. A véspera de Feriado de Nossa Senhora Aparecida no Brasil e o volume reduzido nas bolsas norte-americanas ditaram um pregão doméstico morno, com o Ibovespa fechando em alta de 0,19%, aos 70.946, 49 pontos.
Estável
Na máxima, o índice subiu 0,43%, marcando 71.111 pontos. Na mínima, o Ibovespa ficou estável, aos 70,810 pontos. O volume financeiro, considerado fraco, foi de R$ 3,885 bilhões.
Negócios
A sessão local seguiu o tom dos negócios em Nova York, onde os mercados acionários ficaram de lado na maior parte do dia, com as casas de investimentos mais esvaziadas pelo feriado do Dia de Colombo que manteve fechados o mercado de títulos e as repartições públicas.
Petrobras
Petrobras e Vale puxaram a alta do Ibovespa em grande parte do dia, mas os papéis da petroleira voltaram ao território negativo no encerramento. As avaliações de bancos estrangeiros não muito otimistas com o papel da Petrobras depois da oferta pública continuam pesando sobre a companhia, citou um estrategista.
OGX
OGX Petróleo se beneficiou da recomendação de compra dada pelo UBS, citando, em relatório distribuído para clientes, preço-alvo de R$ 29,50. ''No setor na América Latina, gostamos da história da OGX'', cita o documento. Embora tenha fechado em queda de -0,53%, os papéis da companhia chegaram a estar entre as altas do índice durante a sessão.
BM&FBovespa
A Petrobras ON fechou em queda de 0,90%, valendo R$ 28,74; a PN apresentou recuo de 0,58%, para R$ 25,85. A BM&FBovespa figurou entre os maiores ganhos, com elevação superior a 3%.
Global
Dany Rappaport, sócio da gestora de ativos Investport, atribui a leve alta da Bovespa a um movimento global. Depois de ter sido ''um pouco segurada'' por Petrobras, enquanto as bolsas internacionais avançavam, a Bovespa agora tenta acompanhar este movimento global, pondera o analista.
Dow Jones
Em NY, o índice Dow Jones fechou em alta de 0,04%, em 11.010,34 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 0,02%, em 2.402,33 pontos. O S&P-500 subiu 0,01%, em 1.165,32 pontos.
Afrouxamento
Hoje, enquanto os mercados estarão fechados no Brasil, o foco dos investidores internacionais estará na ata do Fomc. Os agentes estarão atentos às indicações sobre aprofundamento do afrouxamento quantitativo. Em relatório distribuído ontem, Jan Hatzius, economista-chefe do Goldman Sachs, avaliou que os dados no mercado de trabalho dos EUA (o payroll apontou corte de 95 mil postos de trabalho em setembro) selam um anúncio de flexibilização quantitativa na reunião do Fomc nos dias 2 e 3 de novembro.
Câmbio
O mercado de câmbio chega ao final do pregão com volume de negócios pequeno até para uma segunda-feira prensada entre final de semana e feriado, registrando cerca de US$ 250 milhões perto das 14h30. O pronto da BM&F registrou dois negócios, com US$ 1 milhão negociado.
Dólar
No fechamento, o dólar à vista ficou em R$ 1,666, com queda de 0,12% no balcão. Na BM&F, o recuo foi de 0,01%, com a mesma cotação. Às 16h27, o dólar para novembro valia R$ 1,6745, com alta de 0,03%, depois de a trajetória de queda se impor por quase todo o dia. O movimento refletia o comportamento externo onde o euro, que ultrapassou US$ 1,40 na semana passada, perdeu fôlego durante o dia e, às 16h30, estava em US$ 1,3871.
Juros
O DI janeiro de 2011 (2.695 contratos) encerrou em 10,648%, de 10,65% no ajuste de sexta-feira; o DI janeiro de 2012 (75.795 contratos) recuou a 11,41%, de 11,43% no ajuste anterior; o DI janeiro de 2013 (27.925 contratos) terminou a 11,82%, de 11,82% na sexta-feira; e o DI janeiro de 2014 (2.145 contratos) ficou em 11,75%, de 11,75% anteriormente.





