Forte recuperação
Uma forte recuperação das ações da Petrobras reforçou a valorização da Bovespa, levando-a a fechar com alta bem mais vigorosa do que a observada no mercado acionário de Nova York. Lá, as bolsas terminaram o pregão em alta, apesar do corte 10 vezes maior que o esperado nos postos de trabalho em setembro nos Estados Unidos.

Bovespa
Apoiada ainda em papéis do setor bancário e de empresas ligadas ao consumo doméstico, a Bovespa recuperou o patamar dos 70 mil pontos e fechou aos 70.808,80 pontos, em alta de 1,27%. Ao longo da sessão, oscilou da mínima de 69.698,03 pontos, pela manhã, em queda de 0,32%, à máxima, na última hora de negócios, de 70.827,75 pontos, com variação positiva de 1,30%. Na semana, o Ibovespa acumula alta de 0,82%; no mês sobe 1,99% e no ano 3,24%. O volume financeiro foi de R$ 6,750 bilhões.

Petrobras
Petrobras se valorizou depois de quatro pregões consecutivos de queda e fechou na cotação máxima do dia. O papel ON subiu 2,44% e o PN avançou 2,77%, apesar de um novo relatório de banco ter revisado para baixo o preço-alvo dos papéis PN da companhia. Já as ações da Vale tiveram o desempenho prejudicado por relatório do UBS, reduzindo a recomendação para as ações, de comprar para neutro, citando ingerências políticas sobre a mineradora, que devem se intensificar diante das negociações de um novo código para o setor no País, elevando as preocupações. Segundo o UBS, o motivo que levou ao rebaixamento foi a performance das ações da Vale recentemente.

Bancos
Entre os bancos, Bradesco PN subiu 2,27%; Itau Unibanco PN, +2,19% ; a unit do Santander, +2,04%; e Banco do Brasil ON, +1,96%. Segundo analistas ouvidos pela Agência Estado, as valorizações indicam que, com a queda da inadimplência e o aumento do volume de crédito no mercado, investidores devem começar a se posicionar no setor de olho nos balanços do terceiro trimestre, que devem vir favoráveis. Também subiram ações ligadas a consumo interno, como Pão de Açúcar, +2,01%, e Lojas Renner, +2,89%.

Dow Jones
Em Nova York, o Dow Jones subiu 0,53%, para 11.006,48 pontos; o S&P 500 ganhou 0,61%, a 1.165,15 pontos; e o Nasdaq subiu 0,77%, para 2.401,91 pontos. Segunda-feira, embora seja feriado nos Estados Unidos (''Colombos Day''), as bolsas norte-americanas funcionam normalmente.

Câmbio
Depois de forte volatilidade durante a manhã, o mercado doméstico colou no otimismo externo e engatou uma queda contínua e forte no dólar, com o pronto acumulando perda de 0,66% ante o real na semana, a despeito das duas medidas que o governo tomou para conter a apreciação cambial - alta de IOF nas aplicações estrangeiras em renda fixa e aumento no prazo de antecipação de contratos de câmbio.
Depois de bater máxima de R$ 1,690 durante a manhã, o dólar chegou à mínima de R$ 1,665 após o leilão de compra do BC à tarde. A oscilação intraday foi de 1,50%. O volume total de dólares negociados no pregão de ontem, registrado na clearing da BM&F até as 16h47, era de US$ 3,1 bilhões. Nos leilões, o Banco Central definiu taxa de corte de R$ 1,6775, em intervenção durante a manhã, e de R$ 1,6677, no período da tarde. O dólar futuro de novembro, até as 17h00, oscilou entre a máxima de R$ 1,6995 e a mínima de R$ 1,6715. Nesse horário, era cotada a R$ 1,6765, com recuo de 0,71%. No mercado internacional, o euro valia US$ 1,3932, ante US$ 1,3912 no final da tarde de anteontem em Nova York.

Juros
O DI janeiro de 2012 (246.725 contratos) estava na máxima de 11,43%, de 11,39% ontem; o DI janeiro de 2013 (141.200 contratos) subia a 11,82%, de 11,78% ontem; o DI janeiro de 2014 (27.220 contratos) projetava 11,75%, de 11,71% no ajuste anterior.
(Agência Estado)

mockup