MERCADO FINANCEIRO
Valorização
A cotação do dólar comercial fechou em alta de 0,42%, ontem, a R$ 1,682 na venda, após atingir no dia anterior o menor valor desde setembro de 2008. No ano, a moeda norte-americana tem desvalorização de 3,50%. O Banco Central (BC) fez duas operações ao longo do dia na tentativa de valorizar a moeda americana. Na primeira intervenção, o BC comprou moeda a R$ 1,675. Na segunda operação, a taxa de corte foi de R$ 1,683.
Conselho Monetário
O Conselho Monetário Nacional (CMN), em reunião extraordinária, aprovou resolução que dá mais poder ao governo para tentar barrar a valorização excessiva do real. A resolução, divulgada pelo BC, diz que a partir de agora as operações de câmbio cujo instrumento de formalização e classificação siga modelo definido pela instituição, podem ser contratadas para liquidação no prazo máximo de 1.500 dias, contados da data de sua contratação. Antes, esse prazo era de 750 dias.
Moeda estrangeira
Na prática, a medida abre espaço para que o Tesouro Nacional possa adquirir moeda estrangeira no mercado à vista para quitar parcelas a vencer da dívida externa com quatro anos de antecedência e não mais em dois como era antes. A medida é a segunda adotada pelo governo esta semana para conter a valorização do real ante a depreciação do dólar.
Mercado doméstico
As compras de moeda estrangeira no mercado doméstico à vista pelo Banco Central somaram o montante expressivo de US$ 10,757 bilhões em setembro, volume mensal recorde. Os bancos reduziram suas posições de câmbio vendidas, de US$ 13,724 bilhões em agosto para US$ 12,426 bilhões no mês passado.
Reservas
A maior parte das aquisições do BC foi para as reservas internacionais do país, que atingiram US$ 275,206 bilhões ao fim de setembro, ante US$ 261,32 bilhões da posição do mês anterior. Assim, os dados apontam que as reservas tiveram um crescimento de US$ 13,886 bilhões, a maior expansão mensal já registrada. O valor ficou ligeiramente superior às sobras registradas no mercado de câmbio interno no mês, de US$ 13,7 bilhões.
BB
Banco do Brasil lidera a lista das 250 maiores instituições financeiras da América Latina, informou ontem a revista de negócios ''AméricaEconomia''. O ranking, publicado anualmente, foi divulgado na sua edição de outubro. O Itaú Unibanco ficou com o segundo lugar na relação.
Lista
Outras 69 instituições financeiras do Brasil conquistaram posições na lista. Entre as mais bem colocadas estão o Bradesco (3º), a Caixa Econômica Federal (4º), o Santander (5º), o HSBC Brasil (8º), o Votorantim (9º), o Safra (12º) e o Citibank (18º). A classificação do ranking leva em consideração os ativos totais computados em junho de 2010.
Bolsas europeias
As principais bolsas europeias fecharam em alta ontem, apesar de o rating da Irlanda ter sido rebaixado e de um dado decepcionante sobre o mercado de trabalho nos EUA. Os ganhos foram liderados pelas mineradoras. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 1,33 pontos (0,51%) e fechou em 262,51 pontos.
Risco
A agência de classificação de risco Fitch rebaixou os ratings de longo prazo em moeda estrangeira e local da Irlanda para A+, de AA-. A perspectiva dos ratings é negativa.
Eurostat
Mas a Eurostat reiterou que o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 1,0% no trimestre entre abril e junho, em comparação com os três primeiros meses do ano - a expansão mais forte desde o segundo trimestre de 2006.
Euro
Além disso, o FMI previu que a zona do euro irá crescer 1,7% este ano e 1,5% em 2011 em seu relatório World Economic Outlook. As projeções superam os números do relatório anterior, divulgado em abril, quando o FMI estimou expansão de 1% da zona do euro em 2010 e de 1,4% em 2011. A elevação se deve em boa parte ao forte crescimento da Alemanha.
(Das agências)





