Maior pontuação
Com a alta de 1,28%, a Bovespa fechou ontem aos 71.283,11 pontos, na maior pontuação desde 9 de abril, quando encerrou aos 71.417 pontos. O pregão brasileiro seguiu tendência dada pelas bolsas no exterior, com os mercados no Japão, Europa e Estados Unidos fechando em altas que em alguns casos superaram 2%. O avanço maior da Bovespa foi barrado pelo recuo das ações da Petrobras - a queda foi mais forte no papel PN, o mais negociado do pregão.

Ibovespa
Na Bolsa paulista, ações de setores como mineração, de bancos, construtoras, varejistas e de energia elétrica sustentaram a alta da Bolsa. Ao longo da sessão, o Ibovespa oscilou da mínima de 70.389,77, pontos, em alta de 0,01%, logo na abertura dos negócios, à máxima de 71.285,03 pontos, em valorização de 1,28%. No mês, acumula alta de 2,67% e no ano sobe 3,93%. O volume financeiro subiu para R$ 8,472 bilhões, de R$ 5,860 bilhões ontem. Do total, R$ 1,146 bilhão se referiram a negócios com Petrobras PN.

Petrobras
As ações da Petrobras cederam a ponto de figurar entre as maiores quedas do Ibovespa - o papel PN recuou 1,46% e o ON, 0,56%. A baixa foi detonada por um relatório da Itaú Corretora, que rebaixou a recomendação da Petrobras para ''market perform''. A nova projeção para as ações preferenciais é de R$ 38,20 (US$ 41,8/PBRA), resultado 29% inferior à projeção anterior. Já em relatório com data de anteontem, o Deutsche Bank manteve a recomendação da Petrobras em ''hold''.

Mineradoras
As ações de mineradoras, como Vale e MMX , foram favorecidas pela alta dos metais básicos, impulsionada pelo fortalecimento do euro ante o dólar. Vale ON subiu 1,27% e Vale PNA, 1,24%, beneficiando-se também de migração de investidores decepcionados com Petrobrás. Já MMX Mineração ON avançou 3,04%.

Bancos
No setor de bancos, Bradesco PN ganhou 2,52%, Itaú Unibanco PN, 2,50%, e a unit do Santander, 2,42%. Entre as construtoras, Rossi Residencial ON valorizou-se 3,87%, PDG Realty ON, 3,28% e Gafisa ON 3,17%. Entre as varejistas, Lojas Renner subiu 3,18% e Lojas Americanas, 5,77%. No setor de energia elétrica, Copel PNB subiu 3,61%; Eletrobras PNB, 4,03% e Cesp PNB, 4,10%.

Câmbio
O dólar no mercado à vista não teve forças para sustentar a alta da abertura e engatou o sinal de baixa ainda pela manhã, pressionado pela queda externa da divisa ante o euro e o fluxo cambial positivo por aqui, segundo operadores consultados. Esse quadro ofuscou qualquer efeito sobre as cotações do aumento, a partir de hoje, do IOF de 2% para 4% sobre a entrada de recursos estrangeiros para renda fixa. E também foram insuficientes as duas atuações do Banco Central na compra à vista para mudar o sinal de baixa.

Fechamento
No fechamento, o dólar no balcão estava na mínima da sessão, cotado a R$ 1,6700, em queda de 1,24%. O valor é o menor desde 2 de setembro de 2008, quando o pronto fechou a R$ 1,663, e a queda intraday foi a maior desde a baixa de 1,40% registrada em 22 de julho deste ano, segundo o AE Taxas. Na abertura ontem, o dólar chegou a subir até 0,53%, negociado a R$ 1,70 no mercado interbancário de câmbio. Na BM&F, o pronto fechou com perda de 1,11%, a R$ 1,6730. No mercado futuro, o dólar com vencimento em 1º de novembro era cotado às 17h07 a R$ 1,6815, em baixa de 1,52%. Nos leilões, o BC fixou a taxa de corte na primeira atuação em R$ 1,6823 e, na segunda atuação à tarde, em R$ 1,6745.

Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 (165.335 contratos) estava em 11,41%, de 11,42% no ajuste de anteontem; o DI janeiro de 2013 (169.020 contratos) subia de 11,78% para 11,81%; o DI janeiro de 2014 (19.050 contratos) avançava de 11,74% para 11,78% e o DI janeiro de 2017 (24.405 contratos) estava em 11,63%, ante 11,59% anteontem.

(Agência Estado)

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