Cautela
A Bovespa começou a semana devagar, refletindo a cautela no exterior e também um pouco de correção de preços depois de ter subido 2,98% na semana passada. Na máxima, atingiu +0,46% e na mínima recuou 0,20%. Apesar do pregão insosso e do sinal vermelho em Nova York, o Ibovespa honrou os 70 mil pontos, reconquistados na última sexta-feira, fechando aos 70.384,92 pontos, alta de 0,22%, com giro financeiro de R$ 5,860 bilhões.

Reflexo
Ao contrário dos mercados de câmbio e juros, que estão se ajustando ao segundo turno da eleição presidencial, não fosse pelo setor elétrico o impacto das eleições na Bolsa seria praticamente nulo. As ações Copel PNB (4,42%), Companhia Paranaense de Energia, e Cemig PN (1,81%), de Minas Gerais, subiram repercutindo a vitória dos respectivos candidatos a governadores em primeiro turno, Beto Richa (PSDB) e Antonio Anastasia (PSDB). No caso de Cemig, analistas veem na vitória de Anastasia a continuidade de uma boa administração. E no Paraná, a expectativa do mercado é que com Beto Richa a Copel seja contemplada com reajustes de tarifas.

Reação
Eletrobras ON (+2,68%) e PNB (+2,56%) reagem, de acordo com analistas, à obtenção de um empréstimo de US$ 500 milhões da fornecedora de empréstimos venezuelana Corporação Andina de Fomento (CAF). A companhia brasileira havia informado no mês passado que estava conversando com a CAF sobre um empréstimo para aumentar suas reservas em dinheiro. As ações da Petrobras registraram baixa de 0,13% a ON e 0,44% a PN. Vale fechou levemente positiva, com a ON avançando 0,08% e a PNA +0,02%.

No vermelho
Em Nova York, as bolsas fecharam no vermelho. O índice Dow Jones recuou 0,72% e a Bolsa de Londres cedeu 0,66%. Novos relatos sobre os problemas fiscais da Irlanda e comentários do prêmio Nobel de economia, Joseph Stiglitz, no final de semana reacenderam as preocupações sobre o crescimento da economia global. O economista alertou, segundo o jornal Sunday Telegraph, que uma ''onda de austeridade'' está varrendo toda a Europa, o que poderia provocar uma nova recessão. Stiglitz disse também que o futuro do euro era incerto e levantou a possibilidade de que os especuladores podem, em breve, mirar a Espanha, que está lutando para se recuperar de um longo declínio.

Câmbio
A alta do dólar aqui ocorreu apesar de a necessidade de um segundo turno para a decisão presidencial ter afastado das mesas de câmbio as expectativas de que o governo poderá tomar medidas mais agressivas esta semana para conter uma valorização excessiva do real. Após três quedas seguidas, o dólar no balcão fechou a R$ 1,6910, em alta de 0,71%. Durante a sessão, atingiu a máxima de R$ 1,6950, em alta de 0,95%, e a mínima de R$ 1,6820, em alta de 0,18%. No mês, acumula perda de 0,06% e no ano, de 2,98%. Na BM&F, o dólar pronto fechou a R$ 1,6917, em valorização de 0,77%.

Corte BC
No segmento futuro, às 16h40, o dólar para novembro 2010 subia 0,15%, a R$ 1,7025. Mesmo com o dólar se valorizando, o BC manteve a realização de dois leilões de compra da moeda. No primeiro, entre 12h11 e 12h16, a taxa de corte foi de R$ 1,6860. No segundo, das 15h54 às 15h59, o corte foi a R$ 1,6922.

Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 (50.445 contratos) recuava de 11,44% para 11,42%; o DI janeiro de 2013 (88.260 contratos) cedia de 11,81% para 11,78%; o DI janeiro de 2014 (25.245 contratos) caía a 11,74%, de 11,77% na sexta-feira. Nos curtos, o DI janeiro de 2011 (28.060 contratos) projetava 10,646%, de 10,65% no ajuste anterior.
(Agência Estado)

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