Bom começo
Outubro começou muito bem para a Bovespa, que com a ajuda das suas principais produtoras de matérias-primas e do capital estrangeiro carimbou os 70 mil pontos, marca vista pela última vez no dia 15 de abril. O Ibovespa subiu 1,15%, aos 70.229,35 pontos, acumulando na semana valorização de 2,98% e de 4,71% no mês. No ano, a Bolsa carrega alta de 2,39%.

Petróleo
O petróleo fechou acima de US$ 81 por barril em Nova York, alta de 2%, o que é muito favorável para a Petrobras, cujas preferenciais subiram 0,77% e as ordinárias, 0,66%. Livre das amarras da capitalização, a estatal agora volta a acompanhar mais de perto o desempenho do petróleo.

Metais
Nos metais, além dos dados benignos vindos da China, as compras também refletiram os ajustes de posições de fundos em função do início do trimestre. O contrato de cobre para dezembro subiu 1,07% na New York Mercantile Exchange (Nymex). As ações da Vale, que vêm de uma temporada muito favorável, esticaram os ganhos. A PNA subiu 0,97% e a ON +0,96%.

Siderúrgicas
Mas as siderúrgicas não acompanharam essa evolução positiva das commodities ontem e algumas até cederam. O preço elevado do minério de ferro e do carvão e os estoques altos na distribuição (que afetam mais Usiminas e CSN) acabam pesando um pouco, atrapalhando a estratégia do trimestre, segundo Pedro Galdi, chefe de análise da corretora SLW. Usiminas PNA cedeu 0,48% e Metalúrgica Gerdau PN recuou 0,77%. Já CSN ON avançou 0,65% e Gerdau PN +0,35%.

Bovespa
A intensificação do fluxo de investimentos estrangeiros nos últimos dias foi decisiva para que a Bolsa retomasse os 70 mil pontos. No dia 29, a Bovespa recebeu uma entrada de capital externo de R$ 1,156 bilhão, elevando o saldo no mês para R$ 2,738 bilhões. Ontem, o giro negociado atingiu R$ 7,553 bilhões.

No azul
No âmbito externo, com exceção de algumas praças europeias, prevaleceu o sinal positivo. A maioria dos mercados da Ásia fechou no azul, mas com ganhos moderados, já que não houve negociações em Hong Kong e na China por ser feriado. Nos EUA, os indicadores divulgados se não surpreenderam positivamente como os da China também não foram uma decepção e as bolsas fecharam em alta. O índice Dow Jones avançou 0,39%; o S&P 500 subiu 0,44% e o Nasdaq, 0,09%.

Câmbio
Durante a sessão, o dólar no balcão atingiu a máxima de R$ 1,6870, em queda de 0,29%. Na semana, apurou baixa de 1,87%; no ano, perde 3,67%. Na BM&F, o dólar pronto fechou a R$ 1,6787, em declínio de 0,74%. O giro financeiro somou US$ 2,578 bilhões; do total, US$ 2,481 bilhões corresponderam às operações em D+2.

Leilões BC
Apesar da apreciação do real, o BC manteve a rotina, com a realização de dois leilões de compra de dólar. No primeiro, entre 11h18 e 11h23, a taxa de corte foi de R$ 1,680. No segundo, das 14h48 às 14h53, o corte foi a R$ 1,6829. No segmento futuro, às 16h40, o dólar para novembro 2010 caía 0,56%, a R$ 1,6890. No mercado de Nova York, às 16h40 (Brasília), o dólar caía ante o iene e o euro. Era cotado por 83,29 ienes, ante 83,44 ienes no fim da tarde de anteontem. No mesmo horário, o euro valia US$ 1,3780, ante US$ 1,3632 anteontem.

Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 (262.275 contratos) projetava 11,44%, ante 11,50% no ajuste de anteontem; o DI janeiro de 2013 (197.615 contratos) cedia de 11,88% para 11,81%; e o DI janeiro de 2014 (34.895 contratos) estava em 11,77%, de 11,85% no ajuste anterior. Nos vencimentos curtos, o DI janeiro de 2011 (120.550 contratos) caía de 10,67% para 10,651%.
(Agência Estado)

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