Rentabilidade
A Bovespa teve um pregão arrastado neste último dia de setembro e também encerramento de trimestre, depois do rali financeiro da véspera. Mas isso não tirou o brilho deste mês de setembro - o segundo melhor do ano em termos de rentabilidade: 6,58%. Em julho, a alta acumulada no mês atingiu 10,7%.

Valorização
Mesmo tendo oscilado durante o dia, entre uma máxima de +0,73% e mínima de -0,44%, a Bolsa conseguiu defender com bravura os 69 mil pontos, ao encerrar com ligeira valorização de 0,29% (69.429,78), levemente descolada do exterior. O giro negociado somou R$ 7,790 bilhões.

Wall Street
O movimento de realização de lucros também norteou as bolsas em Wall Street, que tiveram o melhor setembro da história em 71 anos. O índice Dow Jones cedeu 0,44%; o S&P 500 declinou 0,31% e o Nasdaq -0,33% (dados preliminares). Pela manhã saíram indicadores econômicos que levaram os investidores às compras, porém a vontade de embolsar lucros falou mais alto. Entre os dados favoráveis divulgados mais cedo, destaque para o índice de atividade industrial do Instituto para Gestão de Oferta (ISM) de Chicago, que avançou de 56,7 em agosto para 60,4 em setembro, a revisão do PIB do segundo trimestre para 1,7% ante previsão de 1,6% e o número menor de pedidos de auxílio-desemprego na última semana (queda de 16 mil ante os 5 mil estimados por analistas).

Petrobras
Petrobras, cujas ações anteontem avançaram 3%, ontem devolveu uma parte dos ganhos da véspera decorrentes de rebalanceamento de carteiras. A ON cedeu 1,78% e a PN registrou baixa de 0,76%. Em comunicado sobre a liquidação da oferta pública de novas ações da empresa, a estatal petrolífera informou que os investidores estrangeiros ficaram com 11,74% das ações ON e 11,23% das PN. Os dados não incluem o lote suplementar, de até 5% das ações.

Vale
A outra blue chip, Vale, apresentou alta moderada. A PNA avançou 0,43% e a ON 0,21%. O setor bancário continuou registrando bom desempenho, em especial Santander units, que subiu 3,87%.

Câmbio
O dólar rompeu ontem o nível de R$ 1,70 e fechou cotado a R$ 1,6920, no menor valor desde 3 de setembro de 2008, quando encerrou a R$ 1,6780. A moeda norte-americana voltou assim a cotações anteriores à quebra do Lehman Brothers, episódio que marcou o agravamento, em meados de setembro de 2008, da crise financeira global. No mês, a divisa dos EUA acumulou queda de 3,64% ante o real; no ano, cai 2,93%.

Balcão
No balcão, o dólar fechou a R$ 1,6920, na mínima, em queda de 0,76%. Durante a sessão, atingiu a máxima de R$ 1,7000, em queda de 0,29%. O dólar pronto na BM&F fechou a R$ 1,6912, em baixa de 0,75%. Em meio ao dólar abaixo de R$ 1,70, o BC seguiu com suas medidas tradicionais da realização de dois leilões diários. No primeiro, entre 11h11 e 11h16, a taxa de corte foi de R$ 1,6969. No segundo, das 15h494 às 15h54, o corte foi a R$ 1,6920. No segmento futuro, às 17h07, o dólar para novembro 2010 caía 0,53%, a R$ 1,7020; e para outubro 2010 recuava 0,41%, a R$ 1,6945.

Juros
Os juros passaram por uma recomposição de prêmios de caráter técnico ontem e as taxas futuras terminaram em alta. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2011 (77.825 contratos) projetava 10,67%, de 10,66% anteontem; o DI janeiro de 2012 (230.190 contratos) subia de 11,49% para 11,50%; o DI janeiro de 2013 (254.955 contratos) avançava de 11,83% para 11,88%; e o DI janeiro de 2014 (30.655 contratos) subia de 11,81% para 11,85%.
(Agência Estado)

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