Fluxo Cambial
O ingresso de dólares diminuiu de ritmo na semana passada. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central, o Brasil recebeu US$ 736 milhões entre os dias 20 e 24 de setembro - média diária de US$ 147 milhões. A velocidade é bem distinta da observada nas três semanas anteriores, quando o Brasil havia recebido US$ 11,135 bilhões no acumulado do período ou US$ 928 milhões a cada dia em média. Com a quarta semana, o mês de setembro tem, até o dia 24, ingresso de US$ 11,871 bilhões.

Financeiro
O ingresso de dólares é liderado pelo segmento financeiro, onde ingressaram US$ 2,615 bilhões nos cinco dias da semana passada. O valor foi registrado com ingressos de US$ 9,034 bilhões e saídas de US$ 6,419 bilhões. No acumulado do mês até o dia 24, o fluxo financeiro está positivo em US$ 14,456 bilhões.

Comercial
No segmento comercial, a semana passada teve saída líquida de US$ 1,879 bilhão, resultado de importações de US$ 4,481 bilhões e exportações de US$ 2,602 bilhões. No acumulado do mês de setembro até o dia 24, a saída de dólares pelo comércio exterior soma US$ 2,585 bilhões. No ano até 24 de setembro, o fluxo cambial está positivo em US$ 1,075 bilhão, tendo superavit de US$ 1,215 bilhão na conta financeira e deficit de US$ 140 milhões no comércio exterior.

Em baixa
As bolsas europeias encerraram o dia de ontem em baixa. Os resultados da Hennes & Mauritz (H&M), segundo maior varejista de roupas da Europa, decepcionaram o mercado e reacenderam as preocupações com o ritmo de crescimento da economia. Em Londres, o FTSE-100 terminou em baixa de 0,16%, aos 5.569 pontos; em Paris, o CAC 40 perdeu 0,67%, para 3.737 pontos; e em Frankfurt, o DAX recuou 0,47%, para 6.247 pontos.

Recuo
As ações da H&M recuaram 6,5% mesmo após a empresa sueca apresentar alta de 23% no lucro, para 4,24 bilhões de coroas suecas (US$ 626 milhões). O resultado veio abaixo das projeções, que indicavam ganho de 4,5 bilhões. As ações da BP figuraram entre as principais altas do dia, com avanço de 3,9%. A empresa estaria preparando uma reestruturação de suas atividades e negociando um acordo com o governo americano.

Longo Prazo
A Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) foi mantida em 6% ao ano para o período de 1 de outubro a 31 de dezembro de 2010. A medida está na resolução 3900, baixada ontem à tarde pelo Conselho Monetária Nacional (CMN) e divulgada pelo sistema de dados eletrônicos do Banco Central, o Sisbacen. A TJLP é hoje a menor taxa para as empresas que buscam financiamento no BNDES. O percentual é subsidiado com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). A taxa está em 6% ao ano desde julho de 2009. A reunião do CMN está marcada para hoje. Mas a decisão sobre a TJLP foi antecipada para ontem, pois ela precisa ser publicada no ''Diário Oficial'' da União até o último dia útil do trimestre para entrar em vigor.

Câmbio
A cotação do dólar comercial voltou a registrar seu menor valor no ano. Ontem, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,29%, a R$ 1,705 na venda. Com isso, o dólar atingiu a menor cotação desde 9 de novembro de 2009, quando fechou a R$ 1,702. No acumulado do mês, a moeda tem perda 2,96%. No ano, a baixa é de 2,18%. Mais uma vez o Banco Central (BC) realizou duas intervenções na tentativa de evitar uma queda ainda maior da moeda. No primeiro leilão, a taxa aceita foi R$ 1,706. Na segunda operação, o BC comprou dólares a R$ 1,704.

Juros futuros
No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas ficaram praticamente estáveis na maior parte dos contratos negociados. No contrato para novembro deste ano, a taxa projetada foi mantida em 10,63%. No contrato para janeiro de 2011, a taxa prevista oscilou de 11,66% para 11,67%; e no contrato para janeiro de 2012, a exceção do dia, a taxa projetada recuou de 11,59% para 11,49%.
(Das agências)

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