MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bovespa deu prosseguimento aos ganhos da véspera e, pela primeira vez desde 23 de abril, conseguiu fôlego para fechar o pregão acima dos 69 mil pontos, respaldada pela melhora de humor das bolsas em Nova York e também pela alta principalmente dos papéis ligados às commodities metálicas. O Ibovespa subiu 0,60%, aos 69.227,63 pontos, mas o volume negociado murchou, atingindo R$ 6,067 bilhões.
Petrobras
As ações de Petrobras continuaram mostrando volatilidade - as preferenciais subiram 0,75% e as ordinárias cederam 0,56% - ainda sem definir uma tendência, o que, segundo analistas, é efeito da megacapitalização. O volume negociado por Petrobras diminuiu, mas ainda se mantém na casa do bilhão. Juntas, as duas ações movimentaram R$ 1,240 bilhão, correspondentes a 20% da Bolsa.
Vale
Com a ajuda da alta dos metais no exterior, as ações da Vale seguem mostrando firmeza. A PNA avançou 0,66% e a ON, +0,77%. Entre as siderúrgicas, também prevaleceram as compras, o que lhes garantiu lugar de destaque no ranking do Ibovespa.
Dow Jones
Com o mercado doméstico terminando de digerir a oferta pública de ações da Petrobras, a Bovespa voltou a ter aderência maior às bolsas norte-americanas. A máxima do Ibovespa, alta de 0,89%, foi escalada no meio da tarde justamente quando Nova York acelerava os ganhos, após terem recuado depois da abertura, reagindo a novos dados desanimadores sobre a atividade. O índice Dow Jones subiu 0,43%; S&P 500 avançou 0,49% e o Nasdaq teve ganho de 0,41%.
Câmbio
Ontem, o Banco Central voltou a realizar dois leilões de compra da moeda norte-americana. A estratégia, aplicada desde 8 de setembro, havia sido interrompida anteontem. No primeiro leilão, entre 12h20 e 12h25, o BC definiu taxa de corte de R$ 1,7098, taxa repetida no segundo leilão, entre 16h16 e 16h21, perto do fechamento dos negócios.
Dólar
O dólar no balcão subiu 0,06% ante o real, cotado a R$ 1,7100. Durante a sessão, oscilou da máxima de R$ 1,7120, em alta de 0,18%, à mínima de R$ 1,7050, em queda de 0,23%. O dólar pronto na BM&F fechou a R$ 1,7095, em alta de 0,06%.No mercado de Nova York, ontem dólar caía ante o iene e o euro. Era cotado por 83,87 ienes, ante 84,25 ienes no fim da tarde de anteontem. No mesmo horário, o euro valia US$ 1,3589, ante US$ 1,3444 ontem.
Juros
Os juros futuros continuaram ontem na trilha de alta , sustentada pela renovação dos temores de que o governo adote algum tipo de taxação para investimentos estrangeiros e ainda pela pressão de venda de títulos públicos no mercado secundário por quem precisa de caixa para quitar as ações da Petrobras adquiridas no processo de capitalização, cuja liquidação é hoje. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 (144.910 contratos) projetava 11,59%, de 11,57% ontem; o DI janeiro de 2013 (178.935 contratos) subia de 11,87% para 11,94%; e o DI janeiro de 2017 (27.275 contratos) avançava de 11,54% para 11,65%.





