MERCADO FINANCEIRO
Vale
Na estreia das novas ações de Petrobras na Bolsa, após a megacapitalização da petrolífera que movimentou R$ 120,360 bilhões, os investidores deram continuidade ao processo de ajuste de preços dos papéis. E, mais uma vez, Vale fez a diferença pelo lado positivo (PNA +2,10% e ON +1,83%), ainda repercutindo o programa de recompra de ações e a remuneração ao acionista anunciados na sexta-feira, e ajudou a impulsionar a alta de 0,91% do Ibovespa, aos 68.815,97 pontos. Esse é o maior nível atingido pela Bolsa em cinco meses.
Lucros
O mercado acionário doméstico conseguiu fechar com ganhos a despeito da realização de lucros em Nova York, após quatro semanas consecutivas de avanço.
Durante o pregão vespertino, a Bovespa testou as máximas intraday, escalando 1,07%, se aproximando dos 69 mil pontos, ao mesmo tempo em que as preferenciais de Petrobras tentavam se firmar em alta, o que de fato acabou se confirmando.
Robusto
A PN subiu 0,76% e a ON teve valorização expressiva, de 2,02%, escoltadas mais uma vez por giro financeiro robusto, de R$ 2,144 bilhões, equivalente a 31% do volume total da Bolsa, de R$ 6,856 bilhões.
Flippers
Entre os motivos citados para a instabilidade observada nos papéis de Petrobras hoje estão ainda a venda de ações por parte de investidores que levaram mais papéis do que o desejado e a ação dos flippers (investidores que vendem no curtíssimo prazo para embolsar lucros) em cima das preferenciais, justamente onde a participação dos investidores de varejo foi maior. Nas ordinárias, que oscilaram menos anteontem, a atuação dos flippers é bem menor porque o governo subscreveu a maior parte dos papéis.
Dow Jones
Nos EUA, o índice Dow Jones recuou 0,44%; o S&P 500 cedeu 0,57% e o Nasdaq -0,48%, num dia fraco em termos de indicadores econômicos, o que contribuiu para essa correção de preços.
Câmbio
O Banco Central deixou de lado ontem a estratégia dos duplos leilões diários que vinha aplicando desde 8 de setembro, com a finalidade de controlar a liquidez e a valorização do real diante de fluxo positivo para a capitalização da Petrobras. Hoje, o BC voltou a atuar no mercado apenas uma vez no dia. Nesse único leilão, realizado entre 15h56 e 16h, praticou taxa de corte a R$ 1,7094, sem alteração na cotação da moeda à vista.
Comportado
No fechamento, o dólar no balcão caiu 0,12% ante o real, cotado a R$ 1,7090. O dia foi de mercado comportado, com baixa volatilidade, com o dólar saindo da máxima de +0,18%, pela manhã, a R$ 1,7140, para a mínima de -0,18%, a R$ 1,7080, à tarde. O dólar pronto na BM&F fechou a R$ 1,7084, em baixa de 0,08%. No segmento futuro, às 16h43, o dólar para outubro 2010 caía 0,06%, a R$ 1,7120.
Ienes
No mercado de Nova York, às 16h48 (Brasília), o dólar caía ante o iene e se recuperava diante do euro. Era cotado por 84,21 ienes, ante 84,28 ienes no fim da tarde de sexta-feira. No mesmo horário, o euro valia US$ 1,3473, na comparação com US$ 1,3493 na sexta-feira.
Juros
O DI janeiro de 2011 (17.320 contratos), estável, projetava 10,66%; o DI janeiro de 2012 (82.860 contratos) avançava de 11,54% para 11,57%; o DI janeiro de 2013 (107.560 contratos) estava em 11,87%, de 11,79% na sexta-feira; e o DI janeiro de 2014 (24.920 contratos) subia a 11,81% (máxima), de 11,70% no ajuste anterior.
Europa
As principais bolsas europeias fecharam em leve queda ontem, guiadas basicamente por notícias corporativas. As ações do conglomerado Siemens caíram após o grupo divulgar previsões negativas sobre o balanço trimestral. Já as farmacêuticas AstraZeneca e Actelion registraram perdas depois de resultados decepcionantes em testes com medicamentos que estão desenvolvendo.
(Agência Estado)





