MERCADO FINANCEIRO
Ibovespa
A disparada das ações de Petrobras, que no melhor momento do pregão chegaram a subir mais de 5%, diante da percepção de que a demanda dos investidores na oferta pública superou bastante a oferta, reconduziu o Ibovespa ao patamar dos 69 mil pontos no intraday, pela primeira vez desde abril deste ano. Mas a intensificação do sinal de queda nas bolsas norte-americanas no período da tarde reduziu o ímpeto de alta e a Bovespa não sustentou a marca, fechando aos 68.794,32 pontos, alta de 0,69%. Mesmo assim, o Ibovespa conseguiu ficar positivo no ano em 0,30%, o que não ocorria desde 26 de abril. No mês, com a alta de ontem, o ganho acumulado pela Bolsa subiu para 5,60%.
Ganhos menores
Coqueluche do dia, as ações de Petrobras também diminuíram um pouco os ganhos com a piora do mercado norte-americano, mas se mantiveram na liderança folgada do Ibovespa. A preferencial subiu 3,16%, cotada a R$ 26,80, acompanhada de giro financeiro novamente expressivo, de R$ 1,486 bilhão. A ordinária se valorizou 1,92%, a R$ 30,25.
Apostas
Segundo analistas, investidores que não conseguiram entrar na oferta pública, encerrada na quarta-feira, compraram no mercado à vista para não ficar sem papel, apostando que os preços vão subir daqui para frente. ''Ninguém quer ficar fora de Petrobras. Os investidores querem manter as posições. Com essa corrida pelos papéis, o bookbuilding de Petrobras está sendo para cima e não para baixo, como costuma ocorrer'', diz um operador.
Volume
Influenciado por Petrobras, o volume negociado pela Bovespa foi atípico, atingindo R$ 9,169 bilhões. Com o fim do processo de capitalização de Petrobras, a expectativa dos analistas é de que não apenas a estatal mas também outros papéis líderes da Bolsa, que estavam amarrados a esse processo, finalmente desencantem e fiquem mais leves para subir. Vale, que anteontem subiu forte, ontem diminuiu a alta, seguindo o Ibovespa, mas ainda assim fechou no azul. A PNA avançou 0,18% e a ON +0,04%.
Internacionais
Nas bolsas internacionais imperou o pessimismo tanto pelos dados divergentes divulgados nos EUA como pelo noticiário ruim vindo da Europa, onde a economia continua mostrando desaceleração ao mesmo tempo em que os investidores seguem receosos sobre a situação financeira da Irlanda. O mercado acionário norte-americano intensificou a queda no final da tarde, depois de ter alternado pequenas altas e baixas pela manhã. O índice Dow Jones caiu 0,72%; o S&P 500 cedeu 0,83% e o Nasdaq recuou 0,32%. Em Londres, a bolsa declinou 0,09% e em Paris a queda foi de 0,65%.
Câmbio
Durante a sessão, o dólar no balcão atingiu a máxima de R$ 1,7250, em alta de 0,17%, pela manhã, e a mínima de R$ 1,7160, em queda de 0,35%, no meio da tarde. O dólar pronto na BM&F fechou a R$ 1,7185, em baixa de 0,17%. No segmento futuro, às 16h35, o dólar para outubro 2010 caía 0,03%, a R$ 1,7215.
Leilões
O BC manteve a realização de dois leilões de compra de dólares ontem. No primeiro, entre 12h16 e 12h21, praticou taxa de corte de R$ 1,7209; no segundo, entre 15h57 e 16h02, a taxa de corte foi fixada a R$ 1,7190.
Juros
Foi mais uma sessão de liquidez moderada e ao término da negociação normal da BM&F o DI janeiro de 2011 (38.340 contratos) estava no mesmo nível de 10,67% de anteontem; o DI janeiSro de 2012 (184.060 contratos) projetava 11,55%, de 11,56% anteontem; o DI janeiro de 2013 (168.050 contratos) recuava de 11,93% no ajuste anterior para a mínima de 11,86%; e o DI janeiro de 2014, com 21.240 contratos, passava de 11,88% para 11,80% (mínima).
(Agência Estado)





