MERCADO FINANCEIRO
Volatilidade
O grande evento do dia - a reunião do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc, na sigla em inglês) - provocou muita volatilidade nos negócios durante a tarde de ontem, mas no final das contas prevaleceu mesmo o sinal negativo.
Bovespa
A Bovespa desacelerou momentaneamente a queda após a divulgação do comunicado do Federal Reserve (Fed), reavendo os 68 mil pontos, na esteira da virada das bolsas em Nova York. No entanto, a Bolsa brasileira não teve fôlego para resgatar o sinal positivo e encerrou o pregão em baixa de 0,69%, aos 67.719,13 pontos, com volume financeiro de R$ 5,982 bilhões.
Norte-americanas
Nos EUA, as compras não se sustentaram e as bolsas voltaram a mostrar cautela ainda tentando assimilar o documento do Fed. O índice Dow Jones reduziu os ganhos e terminou a sessão em ligeira alta de 0,07%. O S&P 500 cedeu 0,26% e o Nasdaq recuou 0,28%.
Taxa de juros
O Fed, conforme era esperado, manteve a taxa de juro na faixa de zero a 0,25% ao ano. A autoridade monetária norte-americana não anunciou medidas de incentivo econômico por meio da compra de títulos do governo como o mercado financeiro especulava anteontem, mas segundo analistas está mantendo a porta aberta para mais acomodação da política monetária a fim de estimular o crescimento.
Inflação
Os especialistas destacaram a atenção dada pelo Fed à inflação, ao sinalizar que está desconfortável com os recentes níveis muito baixos de inflação e que espera que a recuperação de uma profunda recessão seja modesta no curto prazo. Isso indica, segundo analistas, que mais compras de bônus para estimular o crescimento podem ocorrer em breve. ''O Fed repetiu o documento anterior sem colocar nenhum novo incentivo econômico. Pelo tom do comunicado não havia mesmo motivos para a bolsa subir'', disse o gestor da Infinity Asset, George Sanders.
Petrobras
A pressão negativa das ações de Petrobras, depois do alívio da véspera, também pesou na Bovespa ontem. A PN caiu 2,77%, cotada a R$ 26,35, e a ON teve baixa de 3,25%, para R$ 29,80, fechando nos menores preços do dia. Fontes atribuem essa queda à estratégia dos investidores de derrubar o preço do papel para obter um prêmio melhor na oferta pública, daqui a dois dias.
Reservas
Os interessados em participar da oferta pública de ações da estatal têm até hoje para reservar a quantidade desejada. O fechamento do livro de oferta (bookbuilding) acontece amanhã, quando será conhecido o preço por ação e a quantidade efetiva de demanda.
Ações da Vale
Já a outra blue chip, Vale, trilhou caminho oposto ao do Ibovespa. A PNA avançou 0,19% e a ON subiu 0,31%.
Câmbio
O BC realizou dois leilões de compra da divisa norte-americana. No primeiro leilão do dia, entre 12h18 e 12h23, definiu taxa de corte de R$ 1,7297. O BC chamou o segundo leilão para o intervalo entre 15h53 às 15h58, com o dólar na máxima até aquele momento, de R$ 1,7190, em baixa de 0,58% - a taxa de corte foi a R$ 1,7182. Enfraquecido pela queda no exterior, o dólar caiu para patamares ainda inferiores após a intervenção.
Pronto BM&F
No fechamento, o dólar pronto na BM&F cedeu 0,45%, para R$ 1,7215. No balcão, durante a sessão, oscilou da mínima de R$ 1,7140 (-0,87%) à máxima de R$ 1,7340, em alta de 0,29%.
Juros
O DI janeiro de 2012 (176.935 contratos), que estava em 11,55% antes do anúncio do Fed, projetava 11,50%, ante 11,51% no ajuste de segunda-feira; o DI janeiro de 2013 (150.510 contratos), que projetava 11,93% antes do anúncio, cedia à mínima de 11,85%, de 11,89% anteontem; o DI janeiro de 2014 (23.510 contratos) caía de 11,87% antes do anúncio e 11,88% no ajuste anterior para 11,82% (mínima). O DI janeiro de 2011 (414.545 contratos), estável, marcava 11,67%.
(Agência Estado)





