Dia fraco
A sexta-feira foi mais um dia fraco para a Bovespa, que caiu 0,85%, aos 67.089,12 pontos, terminando a semana com pequena valorização, de 0,42%, e de 2,98% no mês. O giro financeiro atingiu R$ 5 bilhões. A pressão veio principalmente das ações das empresas produtoras de commodities, siderúrgicas e mineradoras, sinalizando a preocupação dos investidores com o grau de recuperação da economia global. Ontem, esse receio voltou a ganhar força após a deterioração do índice de sentimento do consumidor dos EUA, que retrocedeu ao nível de um ano atrás, e o ressurgimento dos temores em relação à situação fiscal de países periféricos da Europa.
Líderes
Além do ambiente externo, as ações líderes da Bolsa, Vale e Petrobras, estão à mercê do jogo de forças do vencimento de opções sobre ações, na segunda-feira. No caso de Petrobras, que está em pleno processo de oferta pública, a disputa entre comprados e vendidos tende ser ainda mais pesada. Os papéis da estatal oscilaram durante a sessão, para fechar no campo positivo. A ON subiu 0,73%, na máxima de R$ 30,19, e a PN avançou 0,30%, a R$ 26,44.
Petrobras
Logo cedo, a Petrobras anunciou o aumento da quantidade de ações ON e/ou PN que poderão ser emitidas, incluindo sob a forma de ADS, no lote adicional da oferta pública global de ações. O limite do lote adicional será equivalente a até 20% das ações da oferta e não mais de 10%, conforme anunciado anteriormente. No total, o lote soma agora 751.988.378 ações. Com esse novo limite, a oferta pode crescer em R$ 21,392 bilhões, para R$ 128,35 bilhões.
Vale
Já as ações da Vale assumiram direção oposta, acentuando as perdas na reta final dos negócios e encerrando nas mínimas. A PNA caiu 1,04% e a ON declinou 1,34%. Do lado das siderúrgicas, Gerdau PN teve baixa de 1,75%%; Metalúrgica Gerdau recuou 2,25%%, CSN ON, -1,59% e Usiminas PNA -1,47%.
Norte-americanas
Nos EUA, as bolsas também mostraram volatilidade, mas fecharam a sexta-feira no azul. O índice Dow Jones subiu 0,12%; o S&P 500 avançou 0,08% e o Nasdaq teve valorização mais forte, de 0,54%. Os investidores buscaram inspiração para compras de ações nos lucros de algumas empresas de tecnologia, como a Oracle, que anteontem informou crescimento de 20% no lucro no primeiro trimestre fiscal em relação ao mesmo período de 2009 e a RIM, fabricante do BlackBerry, que viu sua receita aumentar 31% no segundo trimestre.
Câmbio
Uma certa cautela do mercado ante as notícias de que o governo prepara ofensiva contra uma excessiva valorização do real por causa da entrada de recursos estrangeiros para a capitalização da Petrobras deu alento ao dólar e permitiu que ele registrasse leve recuperação ante o real. O dólar no balcão fechou em alta de 0,23%, a R$ 1,7180. Na semana, contudo, o balanço ainda é negativo, com o dólar recuando 0,12%; no mês, a desvalorização é de 2,16%; e no ano, de 1,43%. Na BM&F, onde a liquidez é baixa, o dólar pronto caiu ontem 0,12%, para R$ 1,7165.
Oscilação
No balcão, durante a sessão, o dólar oscilou da mínima de R$ 1,7120 (-0,12%) à máxima de R$ 1,7190, em alta de 0,29% - essa cotação máxima foi atingida perto do final dos negócios, logo após o Banco Central realizar seu segundo leilão do dia, no qual definiu taxa de corte de R$ 1,7175. No primeiro leilão do dia, entre 11h38 e 11h48, a taxa de corte definida foi de R$ 1,7165.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 (254.000 contratos) subia de 11,40% para 11,45%, nível considerado de resistência para este vencimento. O DI janeiro de 2011 (113.670 contratos) permaneceu em 10,66%, mesmo patamar do ajuste de anteontem; o DI janeiro de 2013 (146.390 contratos) avançava de 11,78% para 11,82%; e o DI janeiro de 2014 (27.715 contratos) projetava 11,87%, de 11,81% anteontem.
(Agência Estado)

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