Apatia
O último pregão da semana na Bovespa foi marcado novamente pela apatia. O índice à vista teve ligeira alta, de 0,27%, para 66.806.79 pontos, o que significa que o mercado praticamente não saiu do lugar nesta semana encurtada por feriados nos EUA e aqui no Brasil. O Ibovespa andou apenas 0,19% nesta semana, registrando em setembro valorização de 2,55% e queda de 2,60% em 2010. ''A Bolsa está cumprindo tabela'', resumiu um operador, referindo-se ao fraco desempenho dos últimos dias, que pode ser medido também pelo giro financeiro que somou hoje R$ 4,6 bilhões.

Ações da Vale
A queda da ações da Vale e do setor siderúrgico reprimiram uma valorização maior da Bovespa, refletindo a preocupação dos investidores com a demanda chinesa por minério de ferro e a possibilidade de aumento de juro na China para frear a economia. Vale PNA recuou 0,77% e a ON se retraiu 0,93%. Entre as siderúrgicas, Gerdau Metalúrgica cedeu 0,96%; Usiminas PNA, -1,41%; Usiminas ON, -1,37% e CSN ON teve baixa de 0,71%.

Papéis
Na Bovespa, os papéis dos bancos fecharam em baixa moderada, com os investidores à espera da decisão em Basileia. Bradesco PN caiu 0,42%; Itaú Unibanco PN recuou 0,21%; Banco do Brasil ON se desvalorizou 0,96% e Santander units, -0,73%. Petrobras continua pressionada, com os investidores ainda tentando forçar o preço para baixo até a fixação do preço das ações, dia 23. A ON caiu 0,74% e a PN -0,29%.

Nova York
No exterior, as bolsas em Nova York fecharam em alta. O índice Dow Jones subiu 0,46%; o S&P 500 avançou 0,49% e o Nasdaq +0,28%. O petróleo com entrega para outubro subiu com força, 2,96% em Nova York, cotado a US$ 76,45, após o vazamento de um oleoduto em Illinois deixar os traders preocupados com problemas de fornecimento nos EUA.

Câmbio
O dólar fechou ontem a R$ 1,7200, na menor cotação do ano e igual à registrada em 4 de janeiro. Em baixa pela quarta sessão seguida, a moeda norte-americana acumulou queda na semana de 0,75%, a despeito de o Banco Central ter retomado na quarta-feira a estratégia de realizar dois leilões diários de compra da moeda, num esforço para estancar a valorização do real. O BC vinha realizando apenas um leilão diário desde 3 de maio. No mês, a moeda norte-americana recua 2,05% e, no ano, 1,32%.

Leilões
Ontem, o BC voltou a realizar dois leilões de compra de dólares. O primeiro entre 12h28 e 12h38, com taxa de corte de R$ 1,7190, e o segundo entre 15h33 e 15h43, com taxa de corte de R$ 1,7187. A atuação do BC foi suficiente apenas para reduzir a desvalorização do dólar no dia e elevá-lo do patamar de R$ 1,71, onde se manteve a maior parte da sessão, para o de R$ 1,72. Antes do leilão, a moeda recuava 0,35%, a R$ 1,7170; no fechamento, perdeu 0,17%, a R$ 1,7200.

Pronto BM&F
No fechamento, o dólar pronto na BM&F caiu 0,16%, para R$ 1,7202. No balcão, a moeda norte-americana encerrou em queda de 0,17%, a R$ 1,7200. Durante a sessão, a moeda dos EUA foi da máxima de R$ 1,7220 (-0,06%) à mínima de R$ 1,7160 (-0,41%. O giro financeiro total somou US$ 2,515 bilhões, dos quais US$ 2,173 bilhões corresponderam às operações em D+2. No segmento futuro, às 16h45, o dólar para outubro 2010 subia 0,03%, a R$ 1,7285.

Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 (135.235 contratos) projetava 11,30%, de 11,29% anteontem; o DI janeiro de 2011 (21.145 contratos) estava em 10,66%, ante 10,65% no ajuste anterior; o DI janeiro de 2013 (11.865 contratos) avançava de 11,59% para 11,64%; o DI janeiro de 2014 (23.410 contratos) tinha taxa de 11,62%, de 11,54% ontem.
(Agência Estado)

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