MERCADO FINANCEIRO
Ações
O humor no mercado internacional voltou a apresentar melhora, mas o efeito positivo na Bovespa é limitado por uma nova queda das ações de Petrobras. Os investidores mantêm a estratégia de bater no papel para conseguir um preço mais baixo na oferta de ações, dia 23. Com isso, o Ibovespa fechou em alta discreta, de 0,33%, aos 66.624,10 pontos, após ter subido 0,60%, na máxima do pregão, e ensaiado no início da tarde ligeira baixa, na mínima de -0,08%.
Petrobras
Petrobras, que anteontem desabou mais de 4%, ontem diminuiu o ritmo de perda. A ON cedeu 1,91%, cotada a R$ 31,25, e a PN se desvalorizou 0,83%, a R$ 27,60. ''Não adianta, o mercado está em cima da oferta de Petrobras. A menos que saia alguma notícia muito catastrófica, dificilmente isso vai mudar até o dia 23. Os investidores querem derrubar o preço para comprar barato na capitalização'', diz uma fonte.
Giro financeiro
De maneira geral, o volume negociado no mercado de ações ontem desacelerou, o que operadores atribuem ao feriado judaico de Rosh Hashaná (Ano-Novo), que começou anteontem. O giro financeiro na Bovespa somou R$ 4,867 bilhões.
Em alta
Nos Estados Unidos e na Europa, as bolsas encerraram em alta, estendendo os ganhos do dia anterior, amparadas pelo bem sucedido leilão de títulos da Irlanda e indicadores norte-americanos favoráveis. O índice Dow Jones avançou 0,27%; o S&P 500 subiu 0,48% e o Nasdaq +0,33%.
Auxílio-desemprego
O número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caiu 27 mil na última semana, para 451 mil, quando o projetado pelos economistas era queda de somente 2 mil solicitações. Também surpreendeu favoravelmente o saldo da balança comercial em julho, que ficou negativo em US$ 42,78 bilhões, inferior à previsão de déficit de US$ 47 bilhões, registrando a maior queda dos últimos 17 meses.
Câmbio
Mesmo repetindo a estratégia de anteontem de fazer um segundo leilão de compra de dólar perto do fechamento dos negócios, o Banco Central não conseguiu conter uma nova queda da moeda norte-americana ontem. Logo após a segunda intervenção, quando o BC definiu uma taxa de corte de R$ 1,7242, o dólar reverteu queda de 0,06% para alta de 0,12%, a R$ 1,7260, mas não sustentou a valorização e contabilizou recuo de 0,06% no fechamento, cotado por R$ 1,7230.
Menor cotação
Nesse nível, mantém-se na segunda menor cotação do ano - o menor câmbio de 2010 é de R$ 1,7200, verificado em 4 de janeiro. A estratégia de duplo leilão de compra da divisa norte-americana foi retomada pelo BC ontem, depois de quatro meses da adoção de apenas um leilão diário.
Em queda
O dólar pronto na BM&F fechou em queda de 0,06%, a R$ 1,7230. No balcão, a moeda norte-americana encerrou nesse mesmo nível. Durante a sessão, foi da máxima de R$ 1,7270 (+0,17%) à mínima de R$ 1,7200 (-0,23%). O giro financeiro total somou US$ 2,147 bilhões, dos quais US$ 2,098 bilhões corresponderam às operações em D+2. No segmento futuro, às 16h45, o dólar para outubro 2010 caía 0,29%, a R$ 1,7285.
Euro
Às 16h45 (de Brasília), no mercado de Nova York, o dólar estava próximo da estabilidade ante o euro e o iene. Era cotado por 83,91 ienes, ante 83,92 ienes anteontem, no fim da tarde. No mesmo horário, o euro valia US$ 1,2707, ante US$ 1,2716 anteontem.
Juros
A interpretação da ata do Copom e o IPCA de agosto no piso das estimativas formaram uma combinação favorável à desova de prêmios na curva a termo e os juros recuaram da abertura ao fechamento da negociação normal. O DI janeiro 2012 (351.595 contratos) projetava 11,29%, de 11,36% anteontem; o DI janeiro 2011 (102.270 contratos) recuava de 10,67% para 10,65% (mínima); o DI janeiro 2013 (142.215 contratos) cedia de 11,64% para 11,59%; e o DI janeiro 2014 (26.460 contratos) estava em 11,54%, de 11,55% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





