MERCADO FINANCEIRO
Restituição
A Receita Federal do Brasil libera a partir das 9 horas de hoje a consulta ao 4º lote multiexercício de restituições do Imposto de Renda da Pessoa Física, dos anos 2010, 2009 e 2008. Para saber se terá a restituição será liberada nesse lote o contribuinte poderá acessar a página da Receita na internet (www.receita.fazenda.gov.br) ou ligar para 146. Basta informar o número do CPF (Cadastro de Pessoa Física). As restituições serão creditadas no dia 15, simultaneamente, para um total de 1.125.217 contribuintes com imposto a restituir, totalizando um montante de R$ 1 bilhão.
Correção da Selic
Para o exercício de 2010, serão creditadas restituições para um total de 1.092.555 contribuintes com imposto a restituir, totalizando um montante de R$ 940.692.731,06, já acrescidos da taxa Selic de 4,29% (maio a setembro/2010). O lote residual de 2009 será creditado para 24.427 contribuintes, totalizando um montante de R$ 41.155.177,71, já atualizados pela taxa Selic de 12,75%. Já o residual de 2008, será pago a 8.235 contribuintes, num montante de R$ 18.152.091,23, com correção de 24,82%.
Europeias
As principais bolsas europeias fecharam em alta ontem, em sua maioria, graças ao alívio trazido pelo bem sucedido leilão de dívidas soberanas de Portugal. Mesmo assim, muitas ações de empresas financeiras tiveram desvalorização. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 2,57 pontos (0,99%), para 262,33 pontos. O índice FT-100, da Bolsa de Londres, fechou em alta de 21,92 pontos (0,41%), a 5.
Tóquio
A Bolsa de Tóquio fechou em queda ontem, interrompendo uma sequência de quatro dias de alta, uma vez que se reacenderam as preocupações com a valorização do iene, apesar de o Banco do Japão (BoJ, banco central) ter sinalizado sua disposição de afrouxar ainda mais a política monetária no caso de um enfraquecimento da recuperação econômica do país. O índice Nikkei 225 recuou 75,32 pontos, ou 0,8%, e fechou aos 9.226,0 pontos.
Câmbio
A taxa de câmbio brasileira ficou mais baixa já pelo sexto dia consecutivo, desvalorizando 2% desde segunda-feira da semana passada. Profissionais das mesas de operações citam a capitalização da Petrobras como o evento principal que vem fortalecendo a tendência de queda dos preços. Mas as captações privadas também mostram sinais de retomada: a Vale avisou ontem que deve ir ao mercado externo para levantar recursos (sem especificar o tamanho da operação).
Cotação
A cotação da moeda americana oscilou entre R$ 1,733 e R$ 1,721 no dia, finalizando as operações do dia a R$ 1,725, o que representa uma queda de 0,11% sobre o fechamento de segunda. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi mantido em R$ 1,840. Em relatório, o economista-chefe da Prosper Corretora, Eduardo Velho, nota que o governo ainda não sinalizou a disposição de realizar ''intervenções expressivas'' no câmbio, algo temido por boa parte dos agentes financeiros.
Fluxo
Entre as principais notícias de ontem, o Banco Central revelou que, pelo terceiro mês consecutivo, o saldo de entradas e saídas de dólares foi negativo (US$ 680 milhões). Nesse mesmo período, o BC aumentou suas compras de moeda no mercado à vista, praticamente triplicando as intervenções na comparação com julho. Apesar desse quadro, os bancos continuam apostando na queda das taxas: segundo a autoridade monetária, as ''apostas'' das instituições financeiras nessa tendência somaram mais de US$ 13 bilhões em agosto.
Juros futuros
No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas apontam direções mistas. Hoje, o Banco Central divulga a ata da reunião da semana passada, quando decidiu manter a taxa básica de juros em 10,75% ao ano. No contrato para outubro deste ano, a taxa prevista recuou de 10,64% ao ano para 10,62%; no contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada permaneceu em 10,67%. E no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista subiu de 11,34% para 11,36%.





