MERCADO FINANCEIRO
Petrobras
Um movimento de realocação de carteira, com os investidores saindo de ações de outras empresas para comprar Petrobras, ditou o ritmo dos negócios na Bovespa ontem. A corrida dos investidores para participar da oferta pública da Petrobras levou as ações a fecharem com valorização superior a 4%, e com giro espetacular, superior a R$ 1 bilhão. Já o Ibovespa terminou com variação negativa de 0,19%, aos 66.678,62 pontos, depois de ter subido pela manhã até 1,29%, para 67.673 pontos, influenciado pelo payroll de agosto nos Estados Unidos melhor do que o esperado.
Prazo
''Os investidores têm só até o dia 10 de setembro para ter o papel em carteira (custódia) e ter o direito de aumentar o capital na oferta pública da estatal. É um prazo curto'', diz o operador da Um Investimentos, Paulo Hegg. Como essa operação ocorre em D+3 - ou seja demora três dias para o papel entrar em custódia -, o investidor tem, na prática, prazo até segunda-feira, dia 6, para participar da oferta por causa do feriado da Independência no Brasil, na terça-feira. Na quarta-feira, dia 8, quando o mercado volta do feriado já não daria mais tempo para fazer essa operação, diz Hegg.
Preferenciais
As ações preferenciais de Petrobras subiram 4,35%, valendo R$ 28,80, e movimentaram R$ 1,315 bilhão. E, as ordinárias também foram nesse mesmo embalo e fecharam com ganho de 4,71%, a R$ 32,71, com giro de R$ 330,462 milhões. No total, Petrobras respondeu por 25,6% dos negócios da Bolsa, cujo volume foi de R$ 6,4 bilhões.
Negativo
O fechamento negativo da Bovespa ontem foi atribuído por analistas ao feriado de segunda-feira nos EUA, que comemoram o Dia do Trabalho, e terça-feira no Brasil (7 de Setembro), o que fez com que os players tirassem o pé do acelerador, deixando para se posicionar na quarta-feira. Mas na semana a Bovespa evoluiu bem e acumula alta de 1,66%. No mês, o ganho é de 2,35% e no ano ainda está no vermelho, com desvalorização de 2,78%.
EUA
Nos Estados Unidos, as bolsas sustentaram o sinal de alta até o final da jornada, marcando o quarto pregão consecutivo de ganhos e a primeira semana de avanço desde a encerrada em 6 de agosto. O Dow Jones subiu 1,24%; o S&P 500 avançou 1,32% e o Nasdaq +1,53%. Na Europa, as principais bolsas fecharam com ganhos ao redor de 1%.
Otimismo
O motivo do otimismo foi o relatório de emprego, que mostrou corte de vagas menor do que o previsto. Foram eliminadas 54 mil postos de trabalho em agosto, ante estimativa de 110 mil. O dado de julho foi revisado para corte de 54 mil vagas de trabalho, de cálculo anterior de corte de 131 mil. A taxa de desemprego subiu para 9,6%, conforme o esperado.
Câmbio
O dólar virou para positivo na última hora de negócios, depois de registrar fortes oscilações durante a sessão. Na mínima, a moeda chegou a R$ 1,719 (-0,75%), voltando aos níveis das mínimas do início de janeiro. A máxima na sessão de ontem foi de R$ 1,7350, em alta de 0,17%. O BC realizou o seu leilão de compra de dólares, com taxa de corte de R$ 1,730.
Pronto BM&F
No fechamento, o dólar pronto na BM&F caiu 0,05%, para R$ 1,7333 (prévia); no balcão, subiu 0,06%, para R$ 1,7330. Na semana, o dólar caiu 1,14%; no mês, desvaloriza-se 1,31%; e no ano recua 0,57%. O giro financeiro total somou US$ 3,693 bilhões, dos quais US$ 3,477 bilhões em operações com liquidação no dia. No segmento futuro, às 16h51, o dólar para outubro 2010 subia 0,55%, a R$ 1,7450.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2011 (126.520 contratos) estava na máxima de 10,67%, ante 10,66% anteontem; o DI janeiro de 2012 (188.195 contratos) subia de 11,31% para 11,37%; o DI janeiro de 2013 (112.790 contratos) avançava de 11,57% para 11,63%; e o DI janeiro de 2014 (40.090 contratos) estava em 11,57%, de 11,52% no ajustes anterior.
(Agência Estado)





