MERCADO FINANCEIRO
Bovespa
A Bovespa terminou o último pregão de agosto em alta de 1,38%, aos 65.145,45 pontos, descolada de Nova York, que se retraiu após a divulgação da ata da última reunião do comitê de política monetária (Fomc) do Federal Reserve. Apesar dessa melhora de ontem, agosto termina em clima de melancolia para a Bovespa, com perda de 3,51% no mês, o que resulta numa desvalorização de 5,02% no ano.
Recuperação
A alta de ontem foi impulsionada pela recuperação das suas ações líderes, Petrobras e Vale, além do bom desempenho do setor bancário.O descolamento da Bovespa ante o mercado acionário nos EUA se deve ao fechamento do mês, quando muitos gestores e fundos de investimentos procuram melhorar o rendimento da carteira no período, dando uma puxadinha nos preços dos papéis. Além disso, operadores destacam ainda a mudança na composição da carteira teórica do Ibovespa, que costuma provocar ajustes. Hoje passa a vigorar uma nova carteira, para o período de setembro a dezembro deste ano.
Nova carteira
Segundo a terceira prévia divulgada ontem pela Bolsa, as ações da incorporadora Brookfield, Marfrig e Santander passarão a integrar a nova carteira teórica do Ibovespa, que terá um total de 68 papéis.
Volume
O volume financeiro da Bovespa acelerou na reta final, registrando R$ 6,43 bilhões, mas ainda assim não chega a ratificar uma melhora consistente do mercado, segundo analistas. As ações de Petrobras tiveram um rali no final do pregão e fecharam nas máximas. A PN subiu 2,40% e a ON avançou 1,51%, com os investidores no aguarda de uma definição hoje do preço do barril do petróleo da cessão onerosa.
Dow Jones
Em Nova York, nos últimos minutos, o Dow Jones e o S&P 500 voltaram a pisar levemente o terreno positivo, em alta de 0,05% e 0,04%, respectivamente, numa tentativa de assimilar a ata do Fomc. Já o Nasdaq retrocedeu 0,28%. A ata do Fomc mostrou que as autoridades do banco central estão cada vez mais divididas em relação a qual caminho seguir em termos de política monetária e também apontou que algumas delas veem os indicadores econômicos mais recentes como uma comprovação de previsões pouco promissoras feitas anteriormente.
Câmbio
No fechamento, o dólar pronto na BM&F caiu 0,21%, para R$ 1,7558, enquanto a moeda no balcão desvalorizou-se 0,23%, para R$ 1,7560 - em agosto, o dólar no balcão subiu 0,06%. Ontem, durante a sessão, o dólar no balcão oscilou da máxima de R$ 1,7630 (+0,17%) à mínima de R$ 1,7530 (-0,40%). No segmento futuro, às 16h40, o dólar para setembro de 2010 caía 0,17%, a R$ 1,7565. No leilão realizado entre 12h19 e 12h29, o Banco Central comprou dólares no mercado à vista com taxa de corte de R$ 1,7540.
Exterior
No exterior, o dólar caiu ante o iene e o euro. Às 16h40 (de Brasília), no mercado de Nova York, o dólar era cotado por 83,98 ienes, ante 84,55 ienes de anteontem, no fim da tarde. No mesmo horário, o euro valia US$ 1,2677, ante US$ 1,2663 anteontem.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010 (563.330 contratos), o primeiro a vencer após a decisão do Copom de hoje, projetava 10,658%, ante 10,67% anteontem; e o DI janeiro 2011 (96.720 contratos) estava na mínima de 10,69%, de 10,70% no ajuste anterior. Mas os recuos mais expressivos foram registrados nos vencimentos janeiro de 2012 (257.825 contratos), que desabou de 11,41% para 11,27% (mínima), e o DI janeiro de 2013 (118.390 contratos), de 11,58% para 11,49% (mínima).
(Agência Estado)





