MERCADO FINANCEIRO
No vermelho
O efeito positivo do discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, na última sexta-feira se dissolveu e as bolsas voltaram a mergulhar no vermelho ontem. Na Bovespa a queda de 2,02%, em 64.260,79 pontos, foi agravada pela sangria dos papéis de Petrobras. Na reta final, as ações preferenciais estenderam o recuo para mais de 4%, apagando completamente o ganho do último pregão, e deixando a Bolsa doméstica mais prostrada ontem em relação aos seus pares norte-americanos. Os papéis da Vale também ajudaram a deprimir a Bovespa. A ON caiu 2,63% e a PNA declinou 2,98%.
Petrobras
Petrobras PN fechou na mínima do pregão, em baixa de 4,18%, valendo R$ 25,45, e ON cedeu 2,67%, valendo R$ 29,15. O motivo para o declínio das ações de Petrobras continua sendo o mesmo que há semanas vem abatendo o ânimo dos investidores: a falta de definição sobre o preço do barril do petróleo da cessão onerosa e o desencontro de informações.
Humor azedo
Ontem, analistas citaram a declaração do ministro da Fazenda Guido Mantega, em São Paulo, desmentindo que o governo já tivesse chegado a um consenso em relação ao preço do barril. ''Tudo que sair na imprensa sobre este assunto é especulação'', afirmou o ministro. Além disso, noticiário de que o presidente Lula estaria descontente com o preço de US$ 8,50 que teria sido definido para o barril do petróleo e pretende elevar o valor também azedou o humor e ajudou a puxar as vendas ontem. Essa notícias, segundo fontes, jogaram uma ducha de água fria nas expectativas positivas que estavam se formando em cima do preço do barril do petróleo.
Decisivo
Essa é uma semana decisiva para a capitalização da Petrobras. Na quarta-feira, o governo deve ter uma definição sobre o preço do barril do petróleo na reunião do Conselho Nacional de Política Energética.
Nova York
Em Nova York, as bolsas fecharam em queda, refletindo novamente as apreensões com a saúde da economia, numa semana de agenda pesada, que inclui a divulgação dos dados de emprego de agosto, com o número de vagas criadas na economia, na sexta-feira. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, teve queda de 1,39%. Os indicadores anunciados ontem nos EUA apontaram para direções distintas. Os gastos do consumidor subiram 0,4% em julho, em linha com as previsões, mas a renda pessoal cresceu apenas 0,2%. Já o índice de atividade industrial do Fed de Dallas caiu a -0,1 em agosto, de 4,9 em julho.
Europeias
As principais bolsas europeias fecharam em leve queda ontem. Os investidores digeriram a notícia da rejeição da oferta de aquisição da francesa Sanofi-Aventis pela norte-americana Genzyme e os indicadores de renda pessoal e gastos com consumo nos EUA. O índice pan-europeu Stoxx 600 teve uma retração de 0,08 ponto (0,03%) e fechou em 251,16 pontos. Traders disseram que o volume de negócios foi pequeno, devido a um feriado bancário no Reino Unido, onde o mercado de ações não abriu.
Câmbio
No fechamento, o dólar pronto na BM&F subiu 0,43%, para R$ 1,7595, enquanto a moeda no balcão avançou 0,40%, para R$ 1,7600. Durante a sessão, o dólar no balcão oscilou da máxima de R$ 1,7620 (+0,51%) à mínima de R$ 1,7510 (-0,11%). No segmento futuro, às 16h50, o dólar para setembro de 2010 subia 0,49%, a R$ 1,7590. No leilão realizado entre 14h51 e 15h01, com o dólar na BM&F na máxima de R$ 1,7612 (+0,53%), o Banco Central comprou dólares no mercado à vista com taxa de corte de R$ 1,7593.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010 (132.230 contratos) passava de 10,67% no último ajuste para 10,668%; o DI janeiro de 2011 (70.840 contratos) estava em 10,70%, de 10,69% na sexta-feira; o DI janeiro de 2012 (115.965 contratos) fechou em 11,41%, ante 11,40% no ajuste anterior; o DI janeiro de 2014 (38.610 contratos) foi de 11,44% para 11,46%.
(Agência Estado)





