MERCADO FINANCEIRO
Ganhos
Após seis pregões seguidos de baixa, finalmente a Bovespa teve um respiro ontem e fechou em alta de 2,69%, aos 65.585,14 pontos, influenciada pelo quadro externo mais benigno e pela forte valorização, de mais de 3%, das blue chips Petrobras e Vale na reta final da sessão. O dia foi de ganhos generalizados num pregão em que o volume negociado também cresceu, atingido R$ 5,26 bilhões. Apenas três ações que compõem o Ibovespa ficaram no vermelho. Porém, essa recuperação não evitou que o Ibovespa terminasse a semana apresentando baixa de 1,70%. Em agosto, a perda é de 2,86% e em 2010 registra variação negativa de 4,38%.
Norte-americanas
As bolsas norte-americanas, que assim como a Bovespa, passaram por maus bocados esta semana (o Dow Jones chegou a perder o suporte dos 10 mil pontos) diante dos sinais de crescimento débil da economia, se reergueram. O índice Dow Jones subiu 1,65%, ao 10.150,65 pontos. O S&P 500 avançou 1,66% e o Nasdaq escalou 1,65% (dados preliminares).
Revisão do PIB
Os investidores também absorveram bem a revisão para baixo do PIB norte-americano do segundo trimestre, que veio melhor do que o projetado. O PIB dos EUA foi revisado para crescimento de 1,6% ante previsão de 1,3%, o que também colaborou para a alta das bolsas.
Ásia
A maioria dos mercados asiáticos encerrou a semana com resultados próximos da estabilidade. Ontem, os investidores ficaram na expectativa da divulgação do PIB revisado do segundo trimestre dos Estados Unidos e pelo pronunciamento do presidente do Fed, Ben Bernanke. Este foi o exemplo da Bolsa de Hong Kong, que caiu pela sexta sessão seguida. O índice Hang Seng caiu 14,71 pontos, ou 0,07%, e terminou aos 20.597,35 pontos - na semana, o índice acumulou perda de 1,8%. Entre as blue chips, PetroChina baixou 0,7%. China Life Insurance teve declínio de 1,8%. Já o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) avançou 1,3%.
China
Já as Bolsas da China fecharam novamente em ligeira alta, lideradas pelas ações de petrolíferas, que divulgaram sólidos balanços e foram beneficiadas pelo anúncio de que Pequim irá manter a política econômica estável no segundo semestre. O índice Xangai Composto subiu 0,3% e encerrou aos 2.610,74 pontos. O índice Shenzhen Composto avançou 0,9% e terminou aos 1.128,49 pontos. China Oilfield Services saltou 6,2% e PetroChina adicionou 0,7%.
Câmbio
No fechamento, o dólar pronto na BM&F caiu 0,56%, para R$ 1,7519, enquanto a moeda no balcão cedeu 0,51%, para R$ 1,7530. Durante a sessão, o dólar oscilou da máxima de R$ 1,7590 à mínima de R$ 1,7500, o piso informal, em baixa de 0,68%. O giro financeiro total somou US$ 3,341 bilhões, dos quais US$ 3,091 bilhões em operações com liquidação em dois dias (D+2). No segmento futuro, às 16h55, o dólar para setembro de 2010 caía 0,60%, a R$ 1,7535. No leilão realizado mais cedo, entre 12h11 e 12h21, o Banco Central comprou dólares no mercado à vista com taxa de corte de R$ 1,7507.
Juros
A melhora do cenário externo deu respaldo para que os juros futuros prosseguissem em ajuste de alta ontem, novamente observada nos contratos de médio e longo prazos. Os curtos ficaram estáveis. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010 (60.145 contratos), estável, projetava 10,66%; o DI janeiro de 2011 (56.530 contratos), também estável, marcava 10,69%; o DI janeiro de 2012 (370.005 contratos) subia de 11,36% para 11,40%; o DI janeiro de 2013 (200.300 contratos) avançava de 11,49% para 11,56%; e o DI janeiro de 2014 (45.435 contratos) tinha taxa de 11,44%, de 11,39% ontem.
(Agência Estado)





