MERCADO FINANCEIRO
Perda
As vendas de ações se aceleraram no começo da tarde e a Bovespa não só devolveu toda a valorização da manhã como perdeu um suporte importante, dos 64 mil pontos, completando o sexto pregão consecutivo de baixa. O Ibovespa encerrou o dia ontem em queda de 1,44%, aos 63.867,48 pontos, pressionado mais uma vez pelo pessimismo em relação à lentidão da recuperação da economia norte-americana.
Dow Jones
As bolsas em Nova York fecharam no vermelho. O índice Dow Jones encerrou a jornada abaixo dos 10 mil pontos, em queda de 0,74%, o que, de acordo com os operadores, contribuiu para chamar mais vendas na bolsa brasileira.
Cautela
Pela manhã, o mercado de ações norte-americano tentou sustentar a alta de anteontem, mas a cautela falou mais alto nesta véspera do discurso do presidente do Fed, Ben Bernanke, e da revisão do dado preliminar do PIB dos EUA referente ao segundo trimestre. A queda de 31 mil no número de novos pedidos de auxílio-desemprego feito na semana passada, três vez mais do que a previsão dos economistas, favoreceu uma abertura positiva das bolsas nos EUA durante a manhã.
Chicago
Mas os investidores voltaram a ficar na defensiva após a divulgação do índice de atividade do Fed de Kansas City, que caiu para zero em agosto, ante 14 em julho. No início da tarde, o Fed de Chicago informou que o índice industrial do Meio-Oeste subiu 2,2% em julho, para o maior patamar desde dezembro de 2008, a 81,4, mas o efeito desse último dado foi neutro.
Prejuízo
Com mais este desempenho negativo de ontem, a Bovespa passa a acumular prejuízo de 5,40% no mês de agosto de -6,88% no ano. O volume financeiro, de R$ 5,469 bilhões, foi semelhante ao de anteontem.
Wall Street
A Bovespa seguiu a volatilidade das bolsas em Wall Street. Pela manhã, o índice à vista subiu até 0,72%, retomando os 65 mil pontos, mas a saída de investidores estrangeiros voltou a pesar com a piora de humor em Nova York, agravada pela indefinição sobre a capitalização da Petrobras, queda das ações dos bancos e de Usiminas.
Petrobras
As ações de Petrobras também oscilaram ontem. Após subirem pela manhã, os papéis da petrolífera se firmaram em baixa e fecharam nas mínimas do dia. A ON caiu 2,15% e a PN -1,46%, refletindo o desânimo dos investidores com a demora na definição do preço do barril do petróleo que será usado como referência na cessão onerosa de até 5 bilhões de barris pela União à estatal. O valor só deverá ser fixado na próxima semana. Ontem, a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, disse não acreditar na possibilidade de o preço do barril do petróleo ser fechado até o final desta semana.
Câmbio
O dólar no mercado à vista oscilou em baixa o dia todo, mas reduziu as perdas durante à tarde e encerrou na cotação máxima de R$ 1,7620 (-0,23%) no balcão. Ao final da sessão, o dólar pronto na BM&F caiu 0,12%, para R$ 1,7618, enquanto a moeda no balcão cedeu 0,23%, para R$ 1,7620, na máxima; a mínima foi a R$ 1,7580, em baixa de 0,45%.
Giro financeiro
O giro financeiro total somou US$ 2,055 bilhões, dos quais US$ 1,799 bilhão em operações com liquidação em dois dias (D+2). No segmento futuro, às 16h53, o dólar para setembro de 2010 caía 0,23%, para R$ 1,7625. No leilão realizado entre 15h32 e 15h42, o Banco Central comprou dólares no mercado à vista com taxa de corte de R$ 1,7623.
Iene
No exterior, o dólar caía ante o iene e o euro. Às 16h53, no mercado de Nova York, o dólar era cotado por 84,47 ienes, de 84,78 ienes anteontem; o euro valia US$ 1,2731, de USS 1,2655 anteontem.
Juros
Em uma sessão marcada pela alta volatilidade, os juros futuros encerraram a negociação normal da BM&F em alta e nas máximas, com exceção dos vencimentos curtíssimos, que se mantiveram nos ajustes anteriores. O DI outubro de 2010 (110.615 contratos) ficou estável em 10,66%; o DI janeiro de 2011 (147.670 contratos) projetava 10,69%, de 10,68% ontem; o DI janeiro de 2012 (286.750 contratos) avançava de 11,25% para 11,44% (máxima); o DI janeiro de 2013 (216.440 contratos) subiu de 11,30% para 11,49% (máxima); o DI janeiro de 2014 (56.710 contratos) também estava na máxima, de 11,39%, de 11,22% ontem; e o DI janeiro de 2017 (17.535 contratos) passava de 11,10% para 10,25%.
(Agência Estado)





