Bovespa
A melhora das bolsas norte-americanas no período da tarde de ontem levou a Bovespa a desacelerar a velocidade de queda, mas não o suficiente para fechar em alta. O Ibovespa recuou 0,54%, aos 64.803,43 pontos, carimbando o quinto pregão consecutivo no vermelho. Há quase um mês a Bovespa não encerrava um pregão abaixo da marca dos 65 mil pontos. A última vez que isso ocorreu foi no dia 21 de julho, quando registrou no fechamento 64.476,00 pontos. O volume financeiro atingiu R$ 5,473 bilhões.


Norte-americanas
As bolsas norte-americanas migraram para o lado positivo influenciadas por um movimento de caça às pechinchas. Após a sequência de quatro pregões de baixa, os investidores decidiram voltar às compras para aproveitar os preços atraentes dos papéis, tentando absorver mais um dia de más notícias no setor imobiliário. O índice Dow Jones subiu 0,20%, aos 10.060,06 pontos; o S&P 500 avançou 0,33%, para 1.055,33 pontos e o Nasdaq subiu 0,84%, aos 2.141,54 pontos.


Imóveis
Depois da queda violenta nas vendas de imóveis usados anunciada ontem, os investidores sofreram outro golpe ontem. As vendas de novos imóveis registraram queda aguda, de 12,4% em julho, para 276 mil unidades, o pior resultado desde 1963, contrariando expectativa dos economistas de alta de 0,9%. O dado reforçou ainda mais a fragilidade da recuperação da economia norte-americana. Outro indicador que decepcionou nos EUA foi o de encomendas de bens duráveis ao registrarem crescimento de apenas 0,3% em julho, quando o esperado era bem mais, 2,8%.


Barril
Embora o ambiente internacional tenha ditado novamente o rumo da Bovespa, as ações da Petrobras continuam na berlinda, especialmente diante da expectativa de uma definição sobre o preço final do barril do petróleo a ser repassado pela União para a estatal por meio de cessão onerosa. Informações colhidas pela Agência Estado dão conta de que o governo já teria batido o martelo sobre o preço final do barril. Segundo fontes, o valor teria ficado mesmo em torno de US$ 8. Exatamente o caminho do meio entre os valores discrepantes de US$ 6 e US$ 12 apontados para o mesmo barril pelas consultorias contratadas respectivamente pela Petrobras e pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).


Petrobras
A melhora externa também ajudou os papéis de Petrobras a se recuperarem. As ações ordinárias conseguiram fechar em alta de 0,61%, enquanto as preferenciais declinaram 0,23%. Já as ações da Vale e das siderúrgicas apresentaram queda maior do que a do Ibovespa. Vale PNA cedeu 0,97% e a ON -0,90%. CSN ON caiu 2,30%.


Câmbio
Ao final da sessão, o dólar pronto na BM&F subiu 0,04%, para R$ 1,7640, enquanto a moeda no balcão evoluiu 0,06%, para R$ 1,7660, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,7760 pela manhã, em alta de 0,62%, e a mínima à tarde, de R$ 1,7630, em queda de 0,11%. No leilão de hoje, o Banco Central comprou dólares no mercado à vista com taxa de corte de R$ 1,7640.


Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010 (424.260 contratos) projetava 10,656%, de 10,66% no ajuste de ontem; o DI janeiro de 2011 (126.975 contratos), estável, marcava 10,68%; o DI janeiro de 2012 (274.745 contratos) subia de 11,15% para 11,25%; o DI janeiro de 2014 (68.775 contratos) estava em 11,22%, de 11,15% no ajuste de ontem; e o DI janeiro de 2017 (32.810 contratos) avançava de 11,04% para 11,10%.

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