MERCADO FINANCEIRO
Em baixa
O resultado decepcionante das vendas de imóveis usados nos Estados Unidos em julho, o pior em 15 anos, aprofundou a aversão global ao risco, trazendo de volta o medo de um duplo mergulho da economia norte-americana. Contaminada desde a abertura pelo exterior ruim, a Bovespa encerrou os negócios em baixa de 1,25%, aos 65.156,36 pontos. Com isso, a bolsa brasileira contabiliza o seu quarto pregão seguido de queda. Na mínima do dia, o Ibovespa cedeu 1,47%, para 65.013 pontos. O volume financeiro somou R$ 4,976 bilhões.
Bovespa
A Bovespa seguiu bem de perto o desempenho das bolsas norte-americanas e europeias, que amargaram perdas superiores a 1%. O dado que fez o mercado desandar de vez foi o de vendas de imóveis residenciais, que desabaram 27,2% em julho, para uma taxa anual de 3,83 milhões de unidades, atingindo o menor nível em 15 anos. Economistas ouvidos pela agência Dow Jones esperavam queda de 14,3% das vendas em julho. Os estoques de imóveis aumentaram para 12,5 meses de oferta, ante 8,9 meses de oferta em junho, pressionando os já reduzidos preços dos imóveis. Os estoques estão no seu nível mais alto em mais de uma década.
Dow Jones
O índice Dow Jones chegou a perder os 10 mil pontos durante a manhã, o que não era visto desde o começo de julho, mas conseguiu reaver os 10 mil pontos no fechamento do pregão. O índice da Bolsa de Nova York fechou em baixa de 1,32%.
Fragilidade
O ambiente geral de aversão ao risco e a queda das commodities expuseram ainda mais a fragilidade das ações das blue chips Vale e Petrobras. O recuo das ações da mineradora brasileira foi maior do que a registrada pelo Ibovespa. Vale ON fechou com perda de 2,15% e a PNA cedeu 2,29%, dando prosseguimento à queda da véspera, quando os papéis foram pressionados por rumores de proposta de compra pela canadense de fertilizantes Potash, mas depois desmentidos pela companhia.
Petrobras
No caso de Petrobras, as preferenciais recuaram 1,95% e as ordinárias -2,05%, em mais um dia de indefinição sobre o preço do barril do petróleo para a cessão onerosa e a data da capitalização.
Embraer
Mas o maior destaque negativo do pregão foi Embraer, cujas ações aceleraram o ritmo de baixa durante a tarde, repercutindo a notícia de um acidente no noroeste da China com uma aeronave E-190 fabricada pela companhia brasileira. Embraer ON caiu 3,87%.
Londres
As principais Bolsas europeias tabmém fecharam em queda forte ontem acompanhando os mercados de ações da Irlanda e da Grécia. Os receios sobre o vigor e a sustentabilidade da recuperação econômica continuam a incomodar os investidores. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 4,31 pontos (1,70%) e fechou em 249,45 pontos.
Câmbio
O dólar à vista fechou em queda de 0,17%, a R$ 1,7650 no balcão, após abrir em alta ante o real e subir até 0,79%, na máxima de R$ 1,7820 - maior valor desde 21 de julho, de R$ 1,7850. Na BM&F, o pronto caiu 0,15%, a R$ 1,7633. No mercado à vista de balcão, o dólar oscilou entre a máxima de R$ 1,7820 e a mínima de R$ 1,7630. O giro financeiro total somou US$ 1,908 bilhão, dos quais US$ 1,835 bilhão com liquidação em D+2. No segmento futuro às 16h40, o dólar para setembro caía 0,37%, a R$ 1,7670. No leilão de ontem, o Banco Central comprou dólares no mercado à vista com taxa de corte de R$ 1,7640.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010, com impressionantes 681.715 contratos, projetava 10,658%, de 10,67% anteontem; o DI janeiro de 2011 (99.125 contratos), estável, marcava 10,68%; o DI janeiro de 2012 (260.900 contratos) recuava de 11,18% para 11,15%; o DI janeiro de 2014 (42.125 contratos) recuava a 11,15%, de 11,24% no ajuste anterior; e o DI janeiro de 2017 (18.065 contratos) cedia de 11,16% para 11,04%.
(Agência Estado)





