MERCADO FINANCEIRO
Queda
A queda acentuada das ações da Vale exerceu intensa pressão negativa na Bovespa, levando-a a perder durante a sessão vespertina a marca dos 66 mil pontos para fechar na mínima de 1,04%, aos 65.981,86 pontos. O giro financeiro somou R$ 4,1 bilhões, em dado ainda preliminar.
Ibovespa
Durante a manhã, O Ibovespa chegou a escalar brevemente os 67 mil pontos, ao subir 0,75%, na máxima, mas a alta foi sendo corroída pelas perdas dos papéis da Vale, cuja ON chegou a ceder mais de 3% na mínima intraday, para fechar em -2,86%. A PNA encerrou em baixa de 2,42%, na mínima.
Vale
A Vale operou na contramão das mineradoras na Europa, que fecharam em alta, reagindo mal à possibilidade de risco de disputa pela mineradora canadense Potash. Segundo agências internacionais, a Vale e a chinesa Sinochem contataram a Potash Corp., que luta contra uma oferta de aquisição hostil da BHP Billiton.
Pregão popular
Mas logo após o fechamento do pregão regular, a Vale divulgou nota dizendo serem ''infundadas'' as notícias de que teria feito proposta de compra pela empresa canadense de fertilizantes Potash. A mineradora brasileira negou ainda que esteja em negociações para realizar uma oferta de compra.
Petrobras
As ações de Petrobras oscilaram durante a sessão entre o campo positivo e negativo, mas no final prevaleceu o sinal negativo. As preferenciais recuaram 0,45% e as ordinárias cederam 0,40%, penalizadas pelas dúvidas que cercam o preço do barril do pré-sal para a cessão onerosa e o prazo da capitalização.
Nova York
Em Nova York, as bolsas também fecharam no vermelho, refletindo mais uma vez as preocupações com as condições da economia numa semana que tem como destaque a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano do segundo trimestre, na sexta-feira. O Dow Jones cedeu 0,38%; o S&P 500 recuou 0,40% e o Nasdaq caiu 0,92%.
Câmbio
O dólar conseguiu ontem se desgrudar do patamar de R$ 1,75 em que ficou nos cinco pregões da semana passada. Ontem, a moeda abriu em queda ante o real, mas passou a subir ainda na parte da manhã, mesmo que timidamente. Os dados cambiais mostraram que o Banco Central passou a comprar mais que o fluxo e, por isso, os bancos elevaram sua posição vendida (aposta pró-real) em quase US$ 2 bilhões em menos de um mês.
Giro financeiro
Ao final da sessão de ontem, o dólar pronto na BM&F avançou 0,46%, para R$ 1,7660, enquanto a moeda no balcão teve alta de 0,51%, para R$ 1,7680, na máxima do dia (a mínima foi de R$ 1,7520). Em três dias, o dólar acumulou alta de 0,85% e, em 2010, apreciação de 1,43%. O giro financeiro em D+2 voltou a se enfraquecer ontem e caiu para US$ 2,29 bilhões, de US$ 3,7 bilhões na sexta-feira. No mercado futuro, o contrato para setembro, mais negociado, subia há pouco para R$ 1,7715 (+0,65%).
Euro
No mercado global, o euro se desvalorizou com os dados da atividade mais fracos que o previsto. Perto das 16h40, o euro caía para US$ 1,2667, de US$ 1,2706 sexta no final da tarde em Nova York, enquanto o dólar caía para 85,20 ienes, de 85,75 ienes sexta em NY.
Banco Central
O Banco Central adquiriu neste mês, até o dia 19, US$ 2,691 bilhões no mercado à vista. Hoje, realizou leilão para compra de dólares no mercado à vista até 16h01 e fixou a taxa de corte em R$ 1,7650.
Juros
A agenda de indicadores não colaborou e o mercado de juros teve movimentação limitada ontem, como denuncia o volume comedido de contratos negociados. Os DIs de curto e médio prazos não se distanciaram dos ajustes da sexta-feira, terminando de lado a negociação normal, enquanto os longos tiveram nova rodada de queda.
(Agência Estado)





