Mercado receoso
  Sem a divulgação de dados nos Estados Unidos que pudessem direcionar os negócios, as bolsas norte-americanas mantiveram o mau humor de anteontem, com os índices Dow Jones e o S&P500 fechando em queda e contaminando a bolsa brasileira. Seguindo as bolsas de Nova York, os preços dos metais básicos e do petróleo recuaram, afetando as ações de empresas ligadas a commodities. O Ibovespa, que tem forte concentração de ações do segmento, sentiu o peso sobretudo nos papéis da Vale e de siderúrgicas.


Ibovespa
  O Ibovespa fechou em queda de 0,31%, aos 66.677,16 pontos. Durante a sessão, oscilou da mínima de 66.336,57 pontos, em queda de 0,82%, à máxima de 66.891,65, em alta de 0,01%. Na semana, soma alta de 0,62%; no mês, perde 1,24% e no ano, 2,79%. O giro financeiro foi de R$ 4,29 bilhões. O papel ON da Petrobras caiu 0,20%, para R$ 30,30, e o PN ficou estável a R$ 26,78. Na semana, a queda acumulada foi de 4,59%, na ON, e de 3,18%, na PN.


Avaliações
  Em nota ontem à noite, os ministérios de Minas e Energia, da Fazenda e a Casa Civil da Presidência da República confirmaram que receberam ‘‘avaliações preliminares’’ sobre o preço do barril de petróleo feitas pelas certificadoras contratadas pela ANP e pela Petrobras, mas não revelaram os valores. Segundo apuração da Agência Estado, a consultoria Gaffney Cline Associates (GCA), contratada pela ANP, chegou a um valor de US$ 10 a US$ 12 por barril. A Petrobras, por sua vez, teria uma avaliação entre US$ 6 e US$ 8 por barril, enquanto o mercado previa um intervalo de US$ 5 a US$ 6 por barril.


Ações da Vale
  As ações ON da Vale caíram 1,22% e as PNA cederam 1,25%. Os investidores mantiveram cautela com os papéis da empresa também de olho nas eleições na Austrália neste final de semana, que podem resultar em manutenção ou introdução de imposto para as mineradoras. Entre as siderúrgicas, CSN ON caiu 1,25%; Usiminas ON cedeu 1,29% e PNA, -1,83%.


Dow Jones
  Em Nova York, o Dow Jones desvalorizou-se 0,56%, para 10.213,62 pontos, com perda de 0,87% na semana; a Nasdaq subiu 0,04%, para 2.179,76 pontos, com alta de 0,29% na semana; e o S&P500 caiu 0,37%, para 1.071,69 pontos, com recuo de 0,70% na semana.


Câmbio
  O clima ruim nos mercados internacionais e a cautela em mudar posições em uma sexta-feira fizeram com que o dólar saísse fortalecido ontem ante outras moedas, como o real, euro e iene. No mercado doméstico, o dólar fecha a semana sem conseguir se descolar do piso informal de R$ 1,75 em que ficou ‘‘grudado’’ em todas as cinco sessões.


À vista
  No mercado à vista, o dólar pronto na BM&F caiu 0,10%, a R$ 1,7580, enquanto a moeda no balcão avançou 0,17%, para R$ 1,7590, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,7660 e a mínima de R$ 1,7580. Na semana, o dólar recuou 0,73%, mas em todo o ano de 2010 tem alta de 0,92%. A liquidez do mercado continua fraca, mas o giro interbancário ontem foi melhor que o de quinta: US$ 2,83 bilhões, ante os parcos US$ 1,2 bilhão de anteontem. No segmento futuro, o contrato para setembro caía 0,09%, a R$ 1,760. A autoridade monetária realizou leilão para comprar dólares no mercado à vista fixando a taxa de corte em R$ 1,7583.


Juros
  Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010 (207.365 contratos) estava em 10,657%, de 10,67% no ajuste de anteontem; o DI janeiro de 2011 (169.435 contratos) cedia a 10,68% (mínima), de 10,70% no ajuste anterior; o DI janeiro de 2012 (419.935 contratos) caía de 11,22% para 11,17%; e o DI janeiro de 2013 (93.815 contratos), estável, projetava 11,33%; e o DI janeiro de 2014(27.590 contratos), estava praticamente no ajuste de anteontem, a 11,34%, de 11,33% na véspera.
(Agência Estado)

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