Europeias
As Bolsas europeias fecharam em leve queda ontem. O comportamento do mercado foi determinado pelo desempenho das ações dos setores de commodities, que caíram devido à realização de lucros, depois das altas recentes. O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,77 ponto (0,30%) e fechou em 257,70 pontos. Na terça-feira, o índice havia avançado 1,12%, com a diminuição dos receios sobre a economia global.

Londres
Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou com perda de 47,68 pontos (0,89%), em 5.302,87 pontos. As ações dos setores de mineração e petróleo caíram, com baixo volume de negócios. ''Os mercados estão operando com indiferença, com volume baixo, e não é preciso muito para levar os preços para uma direção ou para outra'', disse Michael Hewson, da CMC Markets. As ações da petroleira BP caíram 2,55%; as da seguradora Aviva recuaram 2,24%.

Tóquio
Os mercados asiáticos fecharam em direções divergentes ontem. Parte das bolsas da região seguiu o embalo positivo de Wall Street, enquanto outros pregões sofreram com a realização de lucros. Este foi o caso da Bolsa de Hong Kong, principalmente no setor imobiliário. O mercado também buscou consolidação após os recentes ganhos. O índice Hang Seng caiu 114,70 pontos, ou 0,5%, e terminou aos 21.022,73 pontos. Sino Land baixou 1,9% e New World Development perdeu 0,3%. Na contramão da tendência, o conglomerado Citic Pacific saltou 4,2%.

China
A Bolsa de Xangai, na China, encerrou com ligeira baixa depois de atingir o maior nível em mais de três meses. O mercado se consolidou após os recentes ganhos, apesar da estreia estrelar do China Everbright Bank e da alta nas ações do setor automotivo. O índice Xangai Composto caiu 0,2% e encerrou aos 2.666,30 pontos, depois de alcançar 2.687,76 pontos - seu maior nível intraday desde 14 de maio, quando atingiu 2.712,86 pontos. Já o índice Shenzhen Composto terminou estável, fechando aos 1.138,03 pontos. Everbright Bank disparou 18,1% em sua estreia na bolsa. Entre as montadoras, SAIC avançou 4,1% e FAW Car subiu 1,9%.

Fluxo cambial
O fluxo cambial continuou positivo na segunda semana de agosto. Dados divulgados pelo Banco Central (BC) mostram que o País recebeu US$ 571 milhões entre os dias 9 e 13 de agosto. No acumulado do mês até o dia 13, o saldo é positivo em US$ 2,362 bilhões. O movimento de ingresso de dólares continua sendo liderado pelo movimento financeiro, onde são registradas operações para compra e venda de ações, títulos de renda fixa, empréstimos internacionais, investimento produtivo e remessa de lucros, entre outras.

Recebimento
Por essa via, o Brasil recebeu US$ 267 milhões na semana passada, fruto de entradas de US$ 4,770 bilhões e saídas de US$ 4,504 bilhões. No acumulado dos 13 primeiros dias corridos de agosto, o saldo dessa conta está positivo em US$ 2,649 bilhões. Pela conta comercial, o saldo das exportações e importações trouxe US$ 305 milhões para o País na semana passada, gerado por vendas ao exterior de US$ 3,438 bilhões e compras de US$ 3,134 bilhões. Apesar do saldo positivo semanal, o resultado acumulado do mês segue no vermelho, com deficit de US$ 286 milhões.

Dólar
A cotação do dólar comercial fechou em baixa de 0,11% ontem, a R$ 1,753 na venda. Esta é a quarta queda seguida da moeda, a maior sequência de baixas desde a primeira quinzena abril deste ano. No acumulado do mês, o dólar tem queda de 0,17%. No ano, porém, a moeda ainda tem valorização de 0,57%. O Banco Central (BC) manteve as atuações diárias no câmbio e voltou a comprar moeda americana em leilão no mercado à vista. A taxa aceita ficou em R$ 1,752. Na mínima do dia, a cotação chegou a R$ 1,748, alimentando as expectativas de uma atuação mais firme do Banco Central no mercado de câmbio.

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