Em alta
A Bovespa fechou em alta ontem pela quarta sessão consecutiva, voltando ao patamar dos 67 mil pontos. O mercado foi influenciado pelo otimismo dos investidores no exterior e pela alta das ''blue chips'' - as ações mais negociadas da Bolsa - Petrobras e Vale.

Ibovespa
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa paulista, subiu 1,32% no fechamento, aos 67.583 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,6 bilhões -em linha com a média do mês, de R$ 5,2 bilhões. As ações preferenciais da Petrobras subiram 2,49%, enquanto Vale valorizou-se em 1,36%. ''O mercado acompanhou muito o movimento lá fora, com alguns números bons sobre a economia americana. E os carros chefes foram Petrobras e Vale. Há tempos a gente não via as duas subindo com tanta pujança'', afirmou Raffi Dokuzian, superintendente da Banif Corretora.

EUA
Nos Estados Unidos, as Bolsas subiram animadas por boas notícias econômicas e corporativas. O Dow Jones registrou elevação de 1,01% ontem. O Departamento do Trabalho norte-americano divulgou que os preços no atacado subiram 0,2% em julho, reduzindo as preocupação com um movimento de deflação no país. As construções de novas casas também subiram, em 1,7%, no mês passado. Além disso, o Fed (Federal Reserve, o Banco Central dos EUA) anunciou que a produção industrial cresceu 1% em julho, ante queda em junho.

Londres
As bolsas europeias fecharam em alta ontem, ajudadas por ganhos no setor de mineração, que foi impulsionado por uma alta nos preços dos metais e pelo noticiário envolvendo acordos corporativos. Os mercados de ações foram beneficiados também pelo bom resultado de leilões de títulos dos governos da Espanha e da Irlanda. Após ter fechado perto da estabilidade anteontem, o índice pan-europeu Stoxx 600 ganhou 2,86 pontos (1,12%) e fechou em 258,47 pontos.

Tóquio
Os mercados da Ásia, com exceção de Taiwan, fecharam novamente no campo positivo ontem. Boas notícias nos setores imobiliário e bancário impulsionaram os pregões. A Bolsa de Hong Kong fechou em ligeira alta. O Hang Seng subiu 25,31 pontos, ou 0,1%, e terminou aos 21.137,43 pontos. Sino Land saltou 3,6%, Cheung Kong ganhou 1,1% e SHK Properties adicionou 0,5%.

China
Na China, as Bolsas também tiveram leves altas. Os pregões foram liderados pelas imobiliárias com sede em Xangai, após uma reportagem informar que a venda de casas novas disparou na semana passada. O índice Xangai Composto ganhou 0,4% e encerrou aos 2.671,89 pontos. O índice Shenzhen Composto subiu 0,9% e terminou aos 1.138,09 pontos. Shanghai New Huangpu Real Estate atingiu a alta limite diária de 10% e Shanghai Waigaoqiao Free Trade Zone Development avançou 4,2%. Industrial Bank faturou 1,1% e Bank of Beijing ganhou 0,4%.

Leve queda
Em uma sessão de poucos negócios, a taxa de câmbio doméstica fechou o dia praticamente estável ontem, após queda de 0,84% ontem. O dólar comercial atingiu R$ 1,755 nas últimas operações do dia, em queda de 0,11% sobre o fechamento de anteontem. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,750 e R$ 1,756. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo fechou em R$ 1,87, queda de 0,53%.

Sem negócios
''O movimento no mercado aconteceu ontem, quando houve o anúncio de que a capitalização da Petrobras estava fechada para setembro. Hoje (ontem) não tivemos muitas notícias, então foi um dia sem negócios'', afirmou André Nunes, presidente do grupo Fitta. De acordo com ele, se as notícias sobre a estatal se confirmarem, a taxa de câmbio deve cair mais.

Juros futuros
No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas também fecharam quase estáveis. Ontem, afirmações do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles sobre as taxas de juros no país derrubaram os índices. No contrato para outubro deste ano, a taxa prevista passou de 10,69% para 10,70%; no contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada foi de 10,75% para 10,74%; e no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista caiu de 11,32% para 11,31%.
(Das agências)

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