Destaque
A bolsa brasileira ignorou dados econômicos desanimadores no exterior e a fraqueza das bolsas em Nova York e fechou em alta, apoiada sobretudo no bom desempenho das ações da Vale, que foram destaques do exercício de opções sobre ações ontem. Além de Vale, os papéis de construtoras ajudaram o Ibovespa, com PDG Realty (que apresenta seu balanço após o fechamento dos negócios), Cyrela, Gafisa e MRV mostrando valorizações acima do índice.

Ibovespa
O Ibovespa subiu 0,66%, fechando com 66.701,89 pontos. Ao longo da sessão, registrou a mínima de 66.186,95 pontos, em queda de 0,12%, e a máxima de 66.867,71 pontos, em alta de 0,91%. No mês, ainda perde 1,20%; no ano, desvaloriza-se 2,75%. O giro financeiro somou R$ 8,789 bilhões, dos quais R$ 3,699 bilhões referentes ao exercício de contratos de opções sobre ações.

Petrobras I
Vale ON fechou em alta de 1,31%, a R$ 49,44, e PNA, com valorização de 1,14%, a R$ 43,38. Já a Petrobras ficou ofuscada na sessão, com o papel ON fechando em queda de 0,22% e o PN, de 0,18%. Apesar de o presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, ter confirmado que a capitalização da empresa vai realmente acontecer em setembro, o mercado permaneceu na expectativa de outras definições do processo.

Petrobras II
Embora a Petrobras tenha divulgado na sexta-feira lucro líquido de R$ 8,295 bilhões no segundo trimestre, acima das projeções de R$ 7,9 bilhões, os investidores se ressentiram com o aumento do índice de alavancagem líquida da estatal, que fechou o trimestre passado em 34%, apenas um ponto porcentual abaixo do índice considerado ideal tanto pela direção da empresa quanto por agências de classificação de risco.

Construtoras
Entre as construtoras, a PDG Realty, que informa seus resultados no segundo trimestre após o fechamento ontem, viu o papel ON subir 1,77%; Cyrela ON, +3,60% (segunda maior alta entre as ações do Ibovespa); Gafisa ON, +1,00%; MRV ON, +0,84%.

Nova York
Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,01% (quinta sessão seguida de perdas), para 10.302,01 pontos; o Nasdaq valorizou-se 0,39%, aos 2.181,87 pontos; e o S&P500 subiu 0,01%, para 1.079,38 pontos.

Câmbio
Ao final da sessão, o dólar pronto na BM&F caiu 0,86%, para R$ 1,7570, enquanto a moeda no balcão recuou 0,85%, para os mesmos R$ 1,7570, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,7730 e a mínima de R$ 1,7560. Foi o maior recuo diário desde 22 de julho. O Banco Central deixou para os minutos finais do pregão o leilão de compra no mercado à vista que faz diariamente desde maio do ano passado. O leilão aconteceu entre 15h55 e 16h05 e a taxa de corte foi fixada em R$ 1,7573.

Desvalorização
''Quanto pior o cenário para os Estados Unidos, mais o dólar vai se desvalorizar'', acredita André de Carvalho Ferreira, diretor da Corretora Futura. Segundo ele, depois da reação imediata de ''flight to quality'', a tendência é que a divisa americana passe a perder valor, como ontem. Por outro lado, ''o fluxo para emergentes continua'', diz ele, citando a alta do Ibovespa mesmo em meio à queda das bolsas em Nova York. Por isso, moedas como a brasileira estavam em alta ontem.

Juros
Atípico para uma segunda-feira, quando a liquidez costuma ser mais moderada, o movimento do mercado de juros foi expressivo ontem, tanto em termos de volume negociado quanto de trajetória das taxas. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2012 (507.645 contratos) desabava a 11,33%, de 11,47% no ajuste de sexta-feira; o DI janeiro de 2011 (289.445 contratos) estava na mínima de 10,75%, de 10,78% anteriormente; o DI outubro de 2010 (242.400 contratos) caía de 10,71% para 10,695%; o DI janeiro de 2014 (58.105 contratos) recuava a 11,50%, de 11,69% no último ajuste.
(Agência Estado)

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