MERCADO FINANCEIRO
Bons desempenhos
As ações da Vale e da Petrobras repetiram a façanha de anteontem e com seus bons desempenhos puxaram a bolsa brasileira desde a abertura, mas, no final o Ibovespa ganhou tração adicional com TAM e Gol. TAM PN disparou 27,64%, após a empresa anunciar, minutos antes do término dos negócios, que fechará capital e os acionistas receberão BDRS da LAN - cada ação ON e PN da TAM será trocada por 0,90 BDR da LAN. Com isso, as ações PN da Gol também saltaram 10,64%.O anúncio da TAM atrasou em cerca de 10 minutos o fechamento da bolsa ontem.
Bovespa
Na Bovespa, além de Petrobras, Vale, TAM e Gol, o bom desempenho de ações construtoras também alimentou a alta. Ibovespa subiu 0,45%, para 66.264,43 pontos. Ao longo da sessão, registrou mínima de 65.921,43 pontos, em queda de 0,07%, e máxima de 66.589 pontos, em alta de 0,95%. Na semana, acumula queda de 2,68%; no mês, queda de 1,85%; no ano, desvalorização de 3,39%. O giro financeiro foi de R$ 5,926 bilhões.
Vale/Petrobras
Vale a Petrobras subiram em meio às disputas provocadas pelo vencimento de opções sobre ações na segunda-feira. No caso de Petrobras, influenciaram ainda as expectativas com o balanço da petroleira no fim do dia. Vale ON fechou em alta de 0,16%, cotada por R$ 48,80, e PNA, com +0,40%, em R$ 42,89. Petrobras teve alta de 0,19%, no papel ON, menos líquido, e de 0,47%, na ação PN, mais negociada. Nos últimos pregões, as ações da estatal vêm se recuperando de perdas recentes, motivadas pela indefinição do seu processo de capitalização.
Construtoras
Entre as construtoras, Rossi ON valorizou-se 3,74%, terceira maior alta do Ibovespa; PDG ON subiu 3,68%, quarta maior valorização do índice; MRV ON avançou 1,13%
Nova York
Em Nova York, o Dow Jones fechou em queda de 0,16%, aos 10.303,15 pontos; a Nasdaq recuou 0,77%, para 2.173,48 pontos; e o S&P500 perdeu 0,40%, aos 1.079,25 pontos. Na semana, os indicadores acumulam perdas: Dow Jones, -3,29%; Nasdaq, -5,02%; e S&P500, -3,78%.
Dólar
Ao final da sessão da sexta-feira 13, o dólar pronto na BM&F avançou 0,18%, para R$ 1,7723, enquanto no balcão a moeda teve alta de 0,11%, a R$ 1,7720, depois de oscilar entre R$ 1,7750 e R$ 1,7670 ao longo do dia. Nesta semana, o dólar acumula valorização de 0,68%, enquanto no ano tem alta de 1,66%. O giro foi mais fraco ontem, de US$ 1,6 bilhão, ante os US$ 3,3 bilhões de anteontem. No mercado futuro, o contrato para setembro projetava taxa de R$ 1,779, em alta de 0,11%.
Zona do euro
Na Europa, os dados surpreendentes do PIB da zona do euro foram neutralizados por outros sinais preocupantes, como a fraca demanda por uma venda de bônus da Itália e a informação de que bancos espanhóis tomaram empréstimos junto ao BCE em julho. O resultado foi a queda acentuada do euro, que mais cedo atingiu o mais baixo patamar ante o dólar desde 22 julho (US$ 1,2752). Perto das 16h40, a moeda era negociada a US$ 1,2754, de US$ 1,2833 anteontem.
Juros
Os juros futuros completaram mais uma sessão de alívio, sobretudo os contratos de longo prazo, uma vez que os curtos oscilaram mais perto do ajuste de anteontem. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010 (214.195 contratos) projetava 10,712%, de 10,71% anteontem; o DI janeiro de 2011 (306.980 contratos), estável, marcava 10,78%; o DI julho de 2011 (147.945 contratos) cedia de 11,15% para 11,13%; o DI janeiro de 2012 (342.600 contratos) rompeu o suporte de 11,50%, caindo de 11,53% para 11,46%; e o DI janeiro de 2014 (34.000 contratos) estava em 11,69%, de 11,75% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





