Leve alta
Amparada por valorizações das ações da Vale e da Petrobras, a bolsa brasileira fechou em leve alta, driblando as perdas registradas pelas bolsas norte-americanas. Em Nova York, às preocupações com o ritmo de retomada da economia global, ampliadas nas últimas sessões, os investidores somaram a decepção com o aumento do número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego e saíram em busca de ativos vistos como mais seguros, como os títulos do Tesouro dos EUA e bônus governamentais da Alemanha (Bunds) e do Reino Unido (Gilts).

Ibovespa
O Ibovespa subiu 0,27%, para 65.966,17 pontos. Na sessão, registrou mínima de 65.257,27 pontos, em queda de 0,81%, e máxima de 66.027,35 pontos, em alta de 0,36%. No mês perde 2,29% e no ano, -3,82%. O giro financeiro foi de R$ 5,093 bilhões. Vale ON valorizou-se 0,85%, cotada a R$ 48,72, e Vale PNA, +0,80%, a R$ 42,72. No mês, Vale PNA sobe 0,12%. As ações sobem, apesar da desaceleração chinesa, porque, segundo analistas, o crescimento do país asiático ainda será vistoso e garantirá mercado ao minério de ferro da empresa.

Petrobras
Petrobras ON subiu 0,16%, para R$ 31,70, e a PN avançou 0,11%, para R$ 27,53. No mês a queda é de 0,43%. O desempenho da ação esteve sujeito às expectativas com o balanço que a estatal divulga hoje; à queda de 2,92% do preço do barril de petróleo na Nymex, para US$ 75,74; e à aprovação ontem em assembleia geral extraordinária de acionista de novas etapas do processo de capitalização da empresa, que deve ocorrer até setembro.

Nova York
Em Nova York, o Dow Jones fechou em queda de 0,57%, aos 10.319,95 pontos; o Nasdaq recuou 0,83%, para 2.190,27 pontos; e o S&P500 baixou 0,54%, para 1.083,61 pontos. Os dados são preliminares.

Londres
As principais bolsas europeias fecharam em leve queda, embora o índice pan-europeu Stoxx 600 tenha subido 0,25 ponto (0,10%), para 254,93 pontos, após oscilar nos campos positivo e negativo durante o dia. Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em alta de 20,85 pontos (0,40%), em 5.266,06 pontos, após uma sessão agitada.

Câmbio
Ao final do pregão, o dólar pronto na BM&F caiu para R$ 1,7692 (-0,05%), enquanto no balcão a moeda ficou estável em R$ 1,7700, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,7790 e a mínima de R$ 1,7670. Perto das 16h40, o dólar subia ante a divisa japonesa, para 85,91 ienes, dos 85,37 ienes ontem no final da tarde em Nova York. A moeda do Japão caiu com força ontem diante dos comentários do governo de que irá acompanhar de perto a forte apreciação recente do iene, que prejudica as exportações da nação asiática. O euro, por sua vez, caía para US$ 1,2824, dos US$ 1,2882 ontem em Nova York.

Mercado local
No mercado local, a alta do dólar continua a encontrar limitador na perspectiva de fluxo de recursos ao País. O Banco Central decidiu fazer de manhã o leilão de compra no mercado à vista que tem feito diariamente desde 8 de maio de 2009. Para um operador, a decisão pelo horário pode estar ligada a algum fluxo de entrada que o BC soubesse e, por isso, a autoridade monetária decidiu se antecipar no enxugamento da liquidez. O leilão aconteceu entre 12h42 e 12h52 e a taxa de corte foi fixada em R$ 1,7697.

Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2011 (121.030 contratos), que estava em 10,79% no ajuste, marcava 10,78%; o DI julho de 2011 (70.265 contratos) caía de 11,19% para a mínima de 11,15%; o DI janeiro de 2012 (315.230 contratos) recuava a 11,53%, de 11,58% no ajuste anterior. O DI janeiro de 2013 (111.080 contratos) passava de 11,76% para 11,74%; e o DI janeiro de 2014 (36.490 contratos) que havia encerrado a 11,74% no ajuste, apontava 11,75%.
(Agência Estado)

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