MERCADO FINANCEIRO
Fluxo cambial
O fluxo cambial na primeira semana de agosto foi positivo em US$ 1,791 bilhão, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC). O fluxo comercial foi negativo em US$ 591 milhões, resultado de exportações de US$ 2,729 bilhões e importações de US$ 3,319 bilhões.
Financeiro
O Brasil iniciou o mês com entrada líquida (descontada a saída) de US$ 1,791 bilhão, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC). Na primeira semana do mês, o fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) foi o responsável por esse resultado, com entrada de US$ 2,382 bilhões. Por meio do segmento comercial (fechamento de câmbio para exportações e importações), o BC registrou saída líquida (descontado ingresso) de US$ 591 milhões.
Acumulado
No acumulado do ano até os cinco primeiros dias úteis deste mês, houve ingresso líquido de US$ 5,867 bilhões no país, contra US$ 6,190 bilhões em igual período de 2009. Os dados do resultado acumulado deste ano mostram que por meio do fluxo financeiro houve ingresso de US$ 6,022 bilhões. Já o comercial apresentou saída líquida de US$ 156 milhões. O BC também informou que as compras de dólares no mercado à vista elevaram as reservas internacionais em US$ 1,151 bilhão na primeira semana deste mês.
Crédito imobiliário
As operações de crédito imobiliário com recursos da poupança atingiram R$ 23,8 bilhões no primeiro semestre deste ano, registrando o melhor resultado para esse período da série histórica, iniciada em 1967, de acordo com os dados divulgados ontem pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). O valor superou em 77% o montante contabilizado no mesmo período no ano passado. Em quantidade, foram 187,6 mil unidades financiadas, o que representa uma expansão de 51,5% no mesmo comparativo.
Europeias
As bolsas europeias fecharam em forte queda, com os setores financeiro e de mineração liderando as perdas, após indicadores da China e previsões mais fracas vindas do Banco da Inglaterra reforçarem a perspectiva de desaceleração do ritmo de recuperação da economia mundial. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 5,25 pontos (2,02%), para 254,68 pontos, revertendo os ganhos que tinha acumulado no mês.
Londres
Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em queda de 131,20 pontos (2,44%), em 5.245,21 pontos. Uma das maiores quedas do dia foi da TUI Travel, maior operadora de turismo da Europa, que perdeu 6,45% depois de uma corretora rebaixar sua recomendação. No geral, os papéis de bancos e de mineradoras tiverem desempenhos muitos ruins. O Lloyds caiu 6,78% e a Kazakhmys 5,88%. A BHP Billiton caiu 3,34% e a Antofagasta 3,09%.
Asiáticas
A maioria dos mercados asiáticos fechou no campo negativo ontem. Houve realização de lucros em setores importantes, como bancário e tecnológico. A exceção foi a China, que reagiu a fatores internos. A Bolsa de Hong Kong estendeu o declínio de 1,5% da sessão anterior devido à realização de lucros, após os recentes ganhos. O índice Hang Seng caiu 179,06 pontos, ou 0,8%, e terminou aos 21.294,54 pontos. China Construction Bank baixou 2,7% e Banco Industrial e Comercial da China (ICBC) perdeu 2,5%.
China
Já as Bolsas da China tiveram ligeira elevação, lideradas pelo forte resultado do segmento imobiliário, que se contrapôs às preocupações sobre a economia, após a divulgação de fracos números sobre a produção industrial em julho. O índice Xangai Composto ganhou 0,5% e encerrou aos 2.607,50 pontos. O índice Shenzhen Composto subiu 1% e terminou aos 1.096,29 pontos. China Vanke disparou 4,5%, Poly Real Estate avançou 2,5% e Gemdale adicionou 2,1%.





