MERCADO FINANCEIRO
Influência
A Bovespa seguiu o movimento das bolsas em Nova York e reduziu as perdas exibidas após o anúncio pelo Fed (banco central norte-americano) de medidas que devem ajudar a recuperação da economia através da manutenção de taxas hipotecárias baixas. O Fed também decidiu manter as taxas de juros dos Fed Funds entre zero e 0,25% ao ano e a taxa de redesconto em 0,75% ao ano.
Ibovespa
O Ibovespa caiu 0,94%, para 67.223,23 pontos, a menor pontuação desde 29 de julho. Em campo negativo durante toda a sessão, o índice registrou a mínima de 66.946,43 pontos (-1,35%) e a máxima de 67.836,11 pontos (-0,04%). No mês, passa a apresentar perda de 0,43%; no ano, recua 1,99%. O giro financeiro foi de R$ 5,091 bilhões. Vale ON cedeu 1,40%, para R$ 50,00, e PNA, -1,25%, para R$ 43,60 - foi a ação mais negociada na bolsa, com giro de R$ 730,785 milhões. Petrobras ON caiu 0,75%, para R$ 32,90, e PN, -1,46%, para R$ 28,41
Nova York
Em Nova York, o Dow Jones caiu 0,51%, para 10.644,25 pontos; o Nasdaq recuou 1,24%, para 2.277,17 pontos; e o S&P500 perdeu 0,60%, aos 1.121,06 pontos. Embora parcialmente recuperadas pelas decisões do Fed, as bolsas norte-americanas também sofreram com os receios com a desaceleração da economia chinesa e reagiram negativamente a indicadores locais: a produtividade de negócios não agrícolas caiu à taxa anual de 0,9% de abril, contrariando as estimativas de um aumento de 0,3%.
China
Na China, o principal índice acionário caiu para o menor nível das duas últimas semanas. O índice Xangai Composto baixou 2,9% e encerrou aos 2.595,27 pontos, o menor nível desde 27 de julho. O índice Shenzhen Composto perdeu 3,3% e terminou aos 1.085,63 pontos.
Superavit
O superavit comercial da China subiu para US$ 28,7 bilhões em julho, acima do esperado (US$ 19,6 bilhões). Embora melhores do que o previsto, as exportações (+38,1%) desaceleraram, enquanto as importações (+22,7%) vieram muito abaixo do número registrado em junho (+34,1%). A média das previsões dos economistas era de um crescimento de 36,3% das exportações e expansão de 30,2% das importações no mês passado.
Câmbio
Ao final do pregão, o dólar pronto na BM&F subiu 0,24%, para R$ 1,7574, enquanto no balcão a moeda avançou 0,40%, a R$ 1,7590, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,7640 e a mínima de R$ 1,7550. A moeda não fecha acima de R$ 1,80 nem abaixo de R$ 1,75 no balcão desde 1 de julho. Há 10 dias consecutivos, a moeda está na faixa ainda mais estreita entre R$ 1,75 e R$ 1,76. No mercado futuro, o dólar para setembro era negociado em alta de 0,51%, projetando taxa de R$ 1,768.
Banco Central
No mercado local, o Banco Central realizou leilão para compra de dólares no mercado à vista quase que ao mesmo tempo em que eram conhecidas as decisões do Fomc. O leilão, que aconteceu até 15h39, fixou a taxa de corte em R$ 1,7560. No mercado global, perto das 16h40, o euro caía para US$ 1,3189, de US$ 1,3225 anteontem no final da tarde em Nova York, enquanto o dólar se depreciava para 85,37 ienes, de 85,84 ienes anteontem.
Juros
Em uma sessão de vaivém, os juros futuros encerraram perto da estabilidade, após terem operado em baixa e depois em alta pela manhã. Ao término da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2011 (319.765 contratos), que estava em 10,78% antes do Fomc, projetava 10,77%, ante ajuste da véspera a 10,76%; e o DI janeiro de 2012 (268.220 contratos), com taxa de 11,56% antes do Fomc, recuava para 11,54, de 11,53% no ajuste anterior. O DI outubro de 2010 (103.445 contratos) passou de 10,70% no ajuste de anteontem para 10,705%; e o DI janeiro de 2014 (15.710 contratos) indicava 11,81%, de 11,83% da sessão anterior.
(Banco Central)





