MERCADO FINANCEIRO
Desvalorização
A bolsa brasileira interrompeu ontem um período de 11 altas consecutivas ao fechar com desvalorização de 0,76%. A queda foi motivada pelo desempenho negativo das bolsas norte-americanas e ampliada, quando comparada com os recuos em de Nova York, por uma forte realização de lucros, movimento visto como natural por analistas diante do ganho de 9,91% acumulado durante o rali de alta pela Bovespa. Em Nova York, as bolsas cederam influenciadas pela fraqueza de dados econômicos divulgados ontem no país.
Petrobras
As ações da Petrobras e papéis de siderúrgicas estiveram entre as maiores altas do Ibovespa e impediram um recuo ainda maior do índice na comparação com as bolsas de Nova York. O Ibovespa encerrou aos 67.997,36 pontos. Ao longo da sessão, atingiu a mínima de 67.942,44 pontos, em queda de 0,84%, e a máxima de 68.560,68, em alta de 0,06%. No mês, soma alta de 0,71% e no ano, perda de 0,86%. O giro financeiro foi de R$ 5,779 bilhões.
Correção técnica
O papel ON da Petrobras fechou em alta de 2,51%, cotado por R$ 33,50, e o PN subiu 2,25%, para R$ 29,08. O aumento do preço do petróleo (+1,49%, para US$ 82,55 o barril, na Nymex), a sanção, anteontem, pelo presidente Lula da lei que cria a estatal do pré-sal e o atraso da cotação do papel em relação à alta recente do mercado brasileiro incentivaram uma correção técnica nas ações da estatal. Apesar do ganho na sessão, o papel ainda segue contido pelas incertezas em torno da capitalização da empresa.
Siderúrgicas
Papéis de siderúrgicas também foram destaque. As ações da Usiminas, vindas de quedas recentes, subiram 2,65% (ON), segunda maior alta do Ibovespa, e 0,62% (PNA). Gerdau PN avançou 1,92% (sétima maior alta do índice) e CSN ON, +0,87%. Vale, também vinda de altas recentes, teve desempenho negativo ontem, porém, perto da estabilidade. O papel ON caiu 0,12% e o PNA, 0,09%.
Dow Jones
Em Nova York, o Dow Jones teve queda de 0,36%, para 10.636,38 pontos. O Nasdaq perdeu 0,52%, aos 2.283,52 pontos; e o S&P500 recuou 0,48%, para 1.120,45 pontos.
Câmbio
A perspectiva de que a economia americana em lenta recuperação exija novas ações de estímulo do governo derrubaram o dólar ante o euro e o iene - a moeda japonesa chegou à sua mais alta cotação ante o dólar em oito meses, enquanto o euro voltou ao patamar de US$ 1,32, onde não chegava desde 4 de maio. No Brasil, entretanto, um ajuste de posições levou o dólar à primeira alta em quatro sessões, depois de rompido o piso psicológico de R$ 1,75 em parte da sessão de ontem.
Dólar
Ao final do pregão de ontem, o dólar pronto na BM&F subiu 0,50%, para R$ 1,7587, enquanto a moeda no balcão avançou 0,46%, a R$ 1,7590, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,7630 e a mínima de R$ 1,7540. O giro interbancário caiu para US$ 1,48 bilhão, dos US$ 2,4 bilhões de anteontem, mas os dados ainda são preliminares. No segmento futuro, o contrato para setembro subia 0,34%, projetando taxa de R$ 1,77. Perto das 16h40, o dólar caía para 85,84 ienes, de 86,51 ienes anteontem no final da tarde em Nova York. Pela manhã, a moeda chegou à mais baixa cotação desde 27 de novembro, de 85,68 ienes. Já o euro era negociado a US$ 1,3230, de US$ 1,3172 anteontem em Nova York. A moeda única do bloco não alcançava o patamar de US$ 1,32 desde 4 de maio.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010 (42.465 contratos), estável, marcava 10,72%; o DI janeiro de 2011 (299.280 contratos) passava de 10,80% para 10,81%; o DI julho de 2011 (109.220 contratos) subia de 11,13% para 11,17%; o DI janeiro de 2012 (272.675 contratos) projetava 11,58%, de 11,51% ontem; e o DI janeiro de 2014 (19.520 contratos) tinha taxa de 11,89% (máxima), de 11,83% no ajuste anterior.
(Agência Estado)





