Valorização
A bolsa brasileira inicia agosto mantendo-se em alta - com a valorização de 1,48% ontem, o Ibovespa completa onze pregões seguidos em terreno positivo. No período, soma 9,91% de valorização e fica muito próxima de zerar as perdas acumuladas no ano, que ficaram reduzidas a 0,10%. Ontem, a Bovespa subiu impulsionada por um cenário externo positivo, em que o apetite ao risco do investidor esteve de volta e proporcionou firme desempenho positivo nas bolsas europeias e de Nova York. Foi amparada também por valorizações acima do Ibovespa de ações de empresas ligadas a commodities, como Vale e Petrobras, e a setores de siderurgia e de construção.

Ibovespa
Esse cenário externo deu direção ao Ibovespa, que fechou em alta de 1,48%, aos 68.517,46 pontos, a maior pontuação desde 27 de abril. O índice operou em campo positivo da abertura ao fechamento, com mínima de 67.523,94 pontos (+0,01%) e máxima de 68.753,77 pontos (+1,83%). O giro financeiro somou R$ 6,240 bilhões.

Ações da Vale
As ações ON da Vale subiram 4,08%, para R$ 50,53, e as PNA evoluíram 3,35%, para R$ 44,10, e estiveram entre as maiores altas do Ibovespa. Petrobras beneficiou-se também da alta de 3,03% no preço do barril de petróleo na Nymex (US$ 81,34). O papel ON valorizou-se 2,64%, para R$ 32,68, e o PN, +2,86%, para R$ 28,44. Entre as siderúrgicas, Gerdau PN teve alta de 2,36% e CSN ON, +1,92%.

Construtoras
Ações de construtoras também estiveram entre as maiores altas do dia, com o setor atraindo recursos estrangeiros e em meio a boatos sobre novos movimentos de aquisições e fusões. Os destaques foram: Gafisa, em alta de 3,41%,sexta maior variação positiva do Ibovespa, e MRV ON, com avanço de 3,23%, oitava maior alta do índice. Cyrela ON subiu 2,90%. Gafisa divulga balanço do segundo trimestre hoje após o fechamento do mercado.

Dow Jones
Em Nova York, o Índice Dow Jones fechou em alta de 1,99%, aos 10.674,38 pontos; o Nasdaq valorizou-se 1,80%, para 2,295,36 pontos; e o S&P500 ganhou 2,20%, aos 1.125,86 pontos. Com os resultados de ontem, Nasdaq e S&P500 também viraram para terreno positivo no ano, de 1,16% e 0,96%, respectivamente. Dow Jones manteve-se em alta no ano, somando +2,36%.

Câmbio
O mês de agosto começou com forte disposição dos investidores para abraçar o risco, depois dos estresses recentes, já que tanto os balanços corporativos como parte dos indicadores ajudam a afugentar o risco de duplo mergulho na recessão. Assim, a segunda-feira foi de perdas para o dólar e o iene, a favor de moedas e ativos mais rentáveis.

Dólar
O dólar pronto na BM&F fechou a R$ 1,75, queda de 0,60%, enquanto no balcão a divisa recuou 0,23%, para R$ 1,7510 o menor desde 3 de maio, quando fechou a R$ 1,73 - , depois de abrir em queda forte e oscilar entre a máxima de R$ 1,7530 e a mínima de R$ 1,7450. Foi a terceira queda consecutiva, período em que a moeda americana perdeu 1,07%. Perto das 16h40, o euro era negociado a US$ 1,3176, de US$ 1,3053 sexta-feira no final da tarde em Nova York. Já o dólar tinha ligeira alta sobre a divisa japonesa, para 86,49 ienes, de 86,41 ienes sexta à tarde em NY. Com a moeda abaixo dos R$ 1,75 pela manhã, o Banco Central optou por fazer sua intervenção no mercado spot ainda na primeira metade do pregão, realizando leilão de compra entre 11h57 e 12h07. A taxa de corte foi fixada em R$ 1,7468.

Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010 (85.675 contratos), estável, projetava 10,72%; o DI janeiro 2011 (77.450 contratos) subia a 10,80%, ante ajuste 10,76% na sexta-feira; o DI janeiro 2012 (178.820 contratos) mostrava 11,51%, ante ajuste a 11,46%; e o DI janeiro 2014 (35.480 contratos) indicava 11,83%, inferior ao ajuste de 11,88%.
(Agência Estado)

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