MERCADO FINANCEIRO
Ibovespa
A Bovespa fechou o mês de julho com alta de 10,80%, que é o maior ganho mensal desde maio de 2009, quando valorizou-se 12,4%. O bom desempenho no mês foi impulsionado por fortes altas das ações da Vale e dos setores bancário, de construção e de consumo no período. Com a valorização de 0,84% ontem, o Ibovespa atingiu a maior pontuação desde 3 de maio, aos 67.515,40 pontos, e completou dez sessões consecutivas em campo positivo, período em que ganhou 8,30%.
Consumo
Ao longo da sessão, o Ibovespa caiu à mínima de 66.217,88 pontos, em queda de 1,10%, e atingiu a máxima de 67.608,09 pontos, em alta de 0,98%. Na semana, o avanço acumulado foi de 1,80% e no ano a perda foi reduzida para 1,56%. O giro financeiro somou R$ 6,442 bilhões. No setor de consumo, o destaque do dia foi Lojas Renner ON, que liderou o ranking das maiores altas com valorização de 8,22%. Anteontem à noite, a empresa divulgou lucro líquido de R$ 90,958 milhões no segundo trimestre deste ano, com crescimento de 90,2% em relação ao mesmo período de 2009. No mês, o papel ON subiu 20,33%.
Vale
A ação ON da Vale subiu hoje 0,31%, para R$ 48,55, a PNA +0,35%, para R$ 42,67; no mês, somaram altas de 11,23% e 12,56%, respectivamente. Após o fechamento dos negócios quinta-feira, a Vale anunciou lucro líquido de US$ 3,705 bilhões no padrão contábil norte-americano (US GAAP) no segundo trimestre deste ano, o que representa um avanço 369% ante o apurado em igual período do ano passado. Pelo padrão contábil brasileiro (BR GAAP), o lucro líquido da companhia disparou 344,2%, para R$ 6,635 bilhões.
Construção
No setor da construção, a ação que mais se valorizou no mês foi Cyrela ON, com +27,06%. No setor de bancos, Bradesco destaca-se no mês com alta de 26,26%. As ações da Petrobrás subiram ontem. O papel ON valorizou-se 2,43%, para R$ 32,04, e o PN, +0,40%, para R$ 27,85.
Americanas
Embora venham de uma semana fraca, as bolsas norte-americanas fecham o mês com altas relevantes. O Dow Jones caiu hoje 0,01%, para 10.465,94 pontos (alta de 0,40% na semana e de 7,08% no mês); o Nasdaq subiu 0,13%, para 2.254,70 pontos (recuo de 0,65% na semana e valorização de 6,90% no mês); e o S&P500 subiu 0,01%, para 1.101,60 pontos (perda de 0,10% na semana e ganho de 6,88% no mês).
Câmbio
A disputa entre comprados e vendidos em dólar para a formação da ptax foi antecipada este mês e a rolagem nos contratos futuros acabou se concentrando na véspera, deixando para hoje um pregão com baixo giro e pouca oscilação. Ao final do pregão de ontem, o dólar pronto na BM&F fechou a R$ 1,7606, recuo de 0,02%, enquanto a moeda no balcão caiu 0,34%, para R$ 1,7550 - na mínima cotação do dia (a máxima foi de R$ 1,7650) e também no menor patamar desde 13 de julho. Na semana, o dólar perdeu 0,22%, enquanto no mês de julho acumulou queda de 2,72%.
Banco Central
Hoje, o BC fez na primeira parte do pregão o leilão de compra no mercado à vista que realiza diariamente desde 8 de maio de 2009. A taxa de corte foi fixada em R$ 1,7585. Perto das 16h40, o euro estava em US$ 1,3053, dos US$ 1,3090 anteontem no final da tarde em Nova York, enquanto o dólar caía para 86,38 ienes, de 86,96 ienes da quinta-feira em NY.
Juros
Ao término da negociação normal da BM&F, o DI outubro de 2010 (122.825 contratos) projetava 10,705%, ante ajuste de ontem a 10,72%; o DI janeiro de 2011 (493.895 contratos) indicava 10,76%, ante ajuste a 10,82%; o DI janeiro de 2012 (310.875 contratos) apontava 11,46%, de ajuste a 11,53%; o DI janeiro 2014 (40.515 contratos) passava de 12% para 11,88%.
(Agência Estado)





